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Terça-feira, 24 de novembro de 2020

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Semob 'ignora' pedido da Sinfra e trincheira do Tijucal segue aberta e sem obras

Da Redação - Wesley Santiago

27 Out 2020 - 16:00

Foto: Secom/MT

Semob 'ignora' pedido da Sinfra e trincheira do Tijucal segue aberta e sem obras
A polêmica envolvendo as secretarias de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob) e de Infraestrutura e Logística do Estado (Sinfra), que parecia ter chegado ao fim, ganhou um capítulo extra nesta terça-feira (27), data em que a obra de arte deveria ter sido interditada para serviços de restauração do asfalto e outras melhorias.

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Segundo a Pasta do governo de Mauro Mendes (DEM), a previsão era de que a Sinfra iniciasse os serviços na última segunda-feira (26). Porém, para garantir a segurança da equipe de engenharia no local, dos motoristas e usuários que trafegam pela via, a Sinfra solicitou o apoio dos agentes de fiscalização de trânsito do Município, o que ainda não ocorreu.
 
De acordo com o secretário adjunto de Obras Especiais da Sinfra, Isaac Nascimento Filho, foi protocolado na Semob o pedido de apoio dos agentes em relação às atividades de orientação do trânsito no Complexo, a fim de permitir a fluidez do tráfego de veículos pelas alças laterais da trincheira e pelo viaduto do Complexo Viário, que não serão afetadas pelas obras.
 
Agora a Sinfra aguarda um posicionamento e a interdição da via para dar início aos trabalhos. Serão realizados reparos pontuais no pavimento, bem como a substituição de drenos das cortinas que apresentem algum tipo de comprometimento em sua eficiência. Assim que iniciados, os serviços serão executados em até 30 dias.
 
“Essa é uma obra da Copa do Mundo que foi liberada para o tráfego de veículos em 2017 apesar de não ter sida concluída em definitivo. Não se trata de obra nova, que precise obter novas autorizações para sua execução. O que fizemos foi um grande esforço para identificar as causas de patologias relativas à umidade excessiva do solo e as soluções de engenharia aplicáveis. Com esse diagnóstico, o Estado e a contratada entrou em acordo e celebramos novo aditivo de prazo ao contrato para que seja possível executar esse projeto de restauração”, disse o adjunto.
 
A trincheira do Complexo Viário do Tijucal possui 740 metros de extensão e interliga a BR-364 até a Avenida Archimedes Pereira Lima, na Capital. O valor a ser investido para a execução da recuperação faz parte do contrato firmado em 2012 para obras na trincheira, na ordem de R$ 32,9 milhões. Desse modo, o  Estado não terá custos adicionais com a execução das melhorias de infraestrutura.
 
Confusão
 
O entrevero entre Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado ainda parece longe de acabar. Desta vez, o ponto central de divergência entre os Poderes é quanto ao fechamento da trincheira do Complexo Viário do Tijucal, em Cuiabá, que seria interditada nesta segunda-feira (26), o que não ocorreu, já que a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) disse não ter sido informada Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) sobre o procedimento.
 
Em nota, a Semob explicou que não recebeu nenhum tipo de solicitação formal sobre o procedimento e que toda e qualquer solicitação, para deslocamento de agentes de fiscalização, para realizar o controle e assim garantir a fluidez do trânsito no local, deve ser feito de forma oficial.
 
Além disto, a nota também lembra que decreto municipal assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro estabelece que toda e qualquer obra na área de execução na área urbana de Cuiabá, a Semob é responsável por autorizar o fechamento e ou interdição de logradouros públicos.
 
Fechamento
 
A Sinfra havia informado no último domingo (25) que faria a interdição da trincheira para restauração de alguns trechos que apresentaram falhas na estrutura, posteriores à entrega da obra.
 
Além desse diagnóstico de engenharia, ainda segundo o adjunto, embaraços jurídicos e administrativos existentes desde o ano de 2017, quando a trincheira foi liberada para o tráfego de veículos,  impediam a retomada e conclusão em definitivo da obra e quase levaram ao rompimento do contrato com a empresa executora.

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