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Quinta-feira, 11 de agosto de 2022

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Exame de PSA não exclui necessidade do toque retal, alerta urologista sobre câncer de próstata

Foto: Reprodução

Exame de PSA não exclui necessidade do toque retal, alerta urologista sobre câncer de próstata
O exame de sangue, conhecido como PSA, não exclui a necessidade do toque retal, alerta do urologista Newton Tafuri, credenciado ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida Diagnóstico e Saúde. O exame pode apontar normalidade em relação ao Antígeno Prostático Específico, uma enzima produzida na próstata cuja alteração pode significar alguma patologia, mas o paciente pode estar doente.

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Durante a consulta, são colhidas informações como antecedentes familiares, doenças prévias e realizado o exame físico. O toque retal serve para “identificar o tamanho da próstata, se está aumentada, se apresenta alguma alteração de consistência, se há algum nódulo endurecido, ou algo fora da normalidade e que possa criar suspeita da doença”. 

O médico, então, solicita que o paciente realize um exame de sangue para dosagem do PSA, que é o Antígeno Prostático Específico, uma enzima produzida na próstata cuja alteração pode significar alguma patologia, seja ela inflamatória (prostatite), o crescimento benigno da próstata (hiperplasia), ou até o câncer.

“É a partir desses dois exames, havendo uma suspeita, que o médico vai solicitar uma ultrassonografia transretal, pode também solicitar a ressonância magnética multiparamétrica da próstata e, por fim, é realizada a biópsia por agulha, coletando o material, diversos fragmentos, que serão analisados em laboratório e a partir daí confirmar ou não a presença do câncer de próstata”, esclarece urologista que é presidente da Sociedade Brasileira de Urologia em Mato Grosso (SBU/MT).

Após o diagnóstico existem várias formas de tratamento e elas dependem do estágio do câncer, da idade do paciente e da condição clínica diante de outras doenças. Em pacientes mais velhos, que não tem condições para uma cirurgia, por exemplo, é preciso realizar o tratamento com vigilância ativa, que são consultas e exames mais rotineiros.

Se o câncer for mais agressivo, uma cirurgia poderá ser indicada aos pacientes mais jovens. A radioterapia é aplicada no tumor inicial. Pacientes que não responderam bem nessas formas de tratamento entram em uma terceira etapa, quando é feito o bloqueio androgênico, com finalidade de bloquear os hormônios do corpo, principalmente a testosterona.

Neste caso, o tratamento visa bloquear essa testosterona como forma de retardar o crescimento do tumor. “Mas aí não se fala mais em cura. Já é um tratamento paliativo, que pode ser feito com medicamentos, hormônios, bloqueadores hormonais injetáveis ou via oral, e também a cirúrgica, que é a retirada dos testículos”. 

Em casos mais avançados, quando não ocorrem respostas a qualquer tipo de tratamento, o paciente está tendo metástase, dor óssea, e vai fazer radioterapia e quimioterapia.

A doença

Alguns fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata são históricos familiares de câncer de próstata em pai, irmão ou tio, homens negros, obesidade e sedentarismo. A recomendação da SBU é que os homens, a partir de 50 anos, e mesmo sem apresentar sintomas, devem procurar um profissional especializado para avaliação individualizada com objetivo do diagnóstico precoce do câncer de próstata. 

Os homens que integrarem o grupo de risco (raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata) devem começar seus exames mais precocemente, a partir dos 45 anos. Após os 75 anos, somente homens com perspectiva de vida maior do que 10 anos poderão fazer essa avaliação.

O câncer de próstata não costuma apresentar sintomas em fases iniciais. Ao apresentar sintomas significa já estar numa fase mais avançada. “Os sintomas incluem dificuldade para urinar, sensação de não esvaziamento da bexiga, jato urinário fino, as vezes dor para urinar, aumento da frequência de idas ao banheiro, tanto de dia quanto de noite, sensação da urina presa, que pode chegar a uma retenção urinário, ou presença de sangue na urina”.

Dr. Newton Tafuri observa que o câncer de próstata tem cura, desde que diagnosticado precocemente. Daí a importância dos exames periódicos. Em estágio inicial, o índice de cura está próximo a 90% e às vezes acima disso, quando diagnosticado e tratado no tempo certo. A partir de estágios mais avançados, o índice de cura vai baixando”.

O médico finaliza alertando que cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata vão morrer dessa doença.

Em casos mais avançados, quando não ocorrem respostas a qualquer tipo de tratamento, o paciente está tendo metástase, dor óssea, e vai fazer radioterapia e quimioterapia.
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