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Quarta-feira, 03 de março de 2021

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Trânsito, máscaras e apreensão: Veja como estão os cuiabanos nos locais de prova; fotos

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Rogério Florentino

17 Jan 2021 - 11:30

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Trânsito, máscaras e apreensão: Veja como estão os cuiabanos nos locais de prova; fotos
Os portões dos locais de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 fecham às 12h em Mato Grosso, e por volta das 11h30 a Unic da Beira Rio, um dos locais tradicionais do exame na capital, já estava com grande concentração de pessoas. A Avenida, inclusive, com bastante trânsito.

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A prova está prevista para começar às 12h30. Neste ano, os portões foram abertos às 10h30, trinta minutos antes, para evitar aglomerações. A prova deveria ter sido realizada em novembro, mas foi adiada por conta do novo coronavírus (Covid-19).

Neste domingo (17), Cuiabá amanheceu com chuva. Na porta da Unic, portanto, os estudantes se aglomeraram em uma tenda pequena, e o Olhar Direto observou que não foi possível manter o distanciamento necessário. As opiniões dos alunos em relação à realização da prova divergiram.


 
Vanessa, 16, é uma das estudantes que foi fazer a prova. Ela está no segundo ano do ensino médio, e foi fazer como treineira. Ela concorda com a realização da prova mesmo em meio à pandemia. “ Sou a favor, porque essa pandemia afetou muito a saúde mental, e se adiasse, eu sou treineira, mas me coloco no lugar de quem está fazendo para valer, como está sendo”, afirmou.
 
Segundo a estudante, se cada um tiver consciência, as medidas de biossegurança serão suficientes para proteger quem fará a prova. Nem ela nem ninguém de sua família foi infectado pela Covid-19.

Angeli Caroline, 19, por sua vez, já pegou coronavírus, e tem medo de se reinfectar, pois para ela a experiência foi muito ruim. Ela contou que pretende fazer faculdade de direito, e que o tempo isolada em casa ajudou a estudar mais para a prova. "Por causa da pandemia fiquei em casa, então me preparei bastante (...) Não [atrapalhou], até melhorou, porque eu estou mais em casa, então ajudou a me dedicar aos estudos". 

Apesar disso, a estudante afirmou que acredita que a prova deveria ter sido remarcada, diante dos altos números do novo coronavírus. Gabriel Henrique da Silva Santana, de 23, concorda. "Olha só... olha aqui. Não tem distanciamento, ninguém usando álcool em gel... olha a aglomeração! Não tem como. Com certeza eu tenho medo, mas tem que fazer. Não adiou... tenho que fazer", lamentou. 

Ele, que já é estudante de faculdade particular, realizou a prova para tentar entrar em uma Universidade Pública. O jovem afirmou que não conseguiu estudar durante o ano de 2020, mas acredita que, por a pandemia ter afetado todas as pessoas, será fácil passar. "Essa prova, nesse ano, está bem fácil, porque ninguém estudou. Quem se preparou o ano inteiro vai ter chance de passar numa boa", afirmou.

Ações e comércio

Não foram só os estudantes que foram até os locais de prova. O grupo do projeto Universitários, da Força Jovem Universal, por exemplo, compareceu para dar apoio aos vestibulandos, por meio de doações de água, canetas e chocolates e também de conversas e orações. "Estamos aqui dando apoio aos jovens que vão fazer o Enem, porque sabemos que não é simplesmente chegar e fazer a prova, há toda a questão do sentimento, emoção, que o jovem muitas vezes deixa sobressair à razão", comentou Ana Xavier Girotto, 19, participante do projeto.

Projeto leva apoio emocional a estudantes (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

Segundo ela, muitas pessoas dizem que precisavam deste apoio, depois que ouvem palavras de conforto. "É gratificante saber, muita gente conversa, a gente ora e a pessoa fala, eu estava precisando de uma oração. Porque às vezes a pessoa não tem essa ajuda dentro de casa, e aqui na porta ela acha", comemorou.

Para o comercianteCelso Ricardo de Melo, 55 anos, a prova deveria ter sido adiada, diante da alta de casos e mortes da Covid-19. No entanto, a pandemia não atrapalhou seus negócios. Os cem "salgados" que ele levou para vender, por exemplo, já tinham acabado quinze minutos antes dos portões fecharem. 

Vendas na porta (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

Por enquanto não atrapalhou, graças a Deus não. [Mas] eu não sou a favor [da prova], porque a pandemia está ai, mas infelizmente estão fazendo, então estamos trabalhando. Mas eu não sou a favor não", declarou.

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