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Segunda-feira, 08 de março de 2021

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Membros do PV pedem a expulsão de Faissal; julgamento deve sair ainda neste semestre

Da Redação - Airton Marques e Max Aguiar

20 Jan 2021 - 15:12

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Membros do PV pedem a expulsão de Faissal; julgamento deve sair ainda neste semestre
O vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa, presidente regional do Partido Verde (PV), ainda não superou o fato de o deputado estadual da sigla, Faissal Calil, ter sido publicamente contrário à reeleição do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), no segundo turno das eleições de 2020.

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Conforme informações de bastidores, dois membros do partido pediram a expulsão de Faissal das fileiras do partido. Com isso, o julgamento dos membros do Diretório deve sair ainda  neste semestre. 

"Não tem mais ambiente para ele no partido. Não segue às regas, não obedece o que tem de lei dentro do PV e isso fez com que pedissem a saída dele. Acredito eu que ele deve sair sim", comentou uma fonte ao Olhar Direto, que ainda frisou que a insatisfação de Stopa é a mesma que a do diretório. 

Antes dessa declaração da fonte, Stopa tinha se pronunciado sobre como estrava a relação com o parlamentar. “Gosto de falar com quem assume seu compromisso e palavra. Não tenho mais prazer em falar com ele”, disse, em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (20).

A mágoa do vice com o deputado se deve ao fato de Faissal ter se comprometido a ficar neutro na disputa de Emanuel com Abílio Júnior (Podemos) pela Prefeitura de Cuiabá em novembro de 2020. Ele, no entanto, teria esquecido do combinado e declarou voto no ex-vereador.

O PV está na base de apoio de Emanuel desde o primeiro mandato do emedebista. Hoje, a sigla conta com três vereadores: Marcus Brito Junior, Mario Nadaf e Paulo Henrique. Na Assembleia, além de Faissal, a legenda tem o Dr. Gimenez.

Assumir dívida

A aliança do PV com Emanuel fica mais forte, também pelo fato de a sigla ter assumido o pagamento das dívidas de campanha do prefeito, no total de R$ 2,7 milhões. Segundo Stopa, o acordo não está relacionado ao convite feito para o prefeito se filiar ao partido, que deve utilizar recursos nacionais para quitar o montante.

“Vamos organizar, a partir de fevereiro, vaquinhas virtuais, para pagar essa dívida. O PV assumiu em um momento delicado, quando Emanuel sofria retaliações do MDB. O PV, cmo também participante da chapa majoritária, não hesitou em assumir a dívida e temos os próximos 4 anos para pagar”, pontuou.

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