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Mauro diz que escassez de vacina inviabiliza obrigatoriedade e negocia mais 1 milhão de doses

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

19 Jan 2021 - 17:59

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

Mauro diz que escassez de vacina inviabiliza obrigatoriedade e negocia mais 1 milhão de doses
O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que a expectativa é de que o estado de Mato Grosso receba ainda no mês de janeiro um novo lote de vacinas contra o novo coronavírus (Covid-19) distribuídas pelo Governo Federal. Além disso, ele tenta negociar diretamente com dois laboratórios da China a compra de um milhão de doses para o estado. Para Mendes, no entanto, não há nem que se falar em imunização obrigatória, diante do baixo número de vacinas disponíveis. 

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“Existe uma expectativa de que ainda este mês tenhamos um novo lote de distribuição. É lamentável que essas informações não estejam ainda confirmadas. Quem conduz essa política nacional é o Ministério Da Saúde. Eu já disse e repito que nós, o Governo de Mato Grosso, tentamos comprar vacinas, estamos tentando comprar diretamente. Mas já tivemos uma resposta oficial da Pfizer de que eles só negociam com governos federais, uma decisão mundial da Pfizer. E estamos agora com dois outros laboratórios tentando contato que é a Sinopharm e a Sinovac, dois laboratórios chineses que produzem um deles a CoronaVac, e [outra vacina própria]”, explicou Mauro na manhã desta terça-feira (19).

Apesar da tentativa, o governador afirma que os trâmites ainda são complicados. Ele também tentou contato com o governo da Bahia para entender os caminhos da compra da vacina russa Sputnik (que ainda não foi liberada pela Anvisa). “Estamos tentando com o governo da Bahia saber desse contato, agora, eu não sei se eles compraram, até onde eu sei não comprou. Tentando comprar tem muita gente como nós, agora, comprar, prego batido, ponta virada, eu não vi ninguém ainda”, afirmou.

Não obrigatória

Diante da escassez de doses da vacina, o governador afirmou que não irá tornar a imunização obrigatória, pelo menos por enquanto. “É muito ruim você falar em obrigatoriedade quando você não tem disponibilidade. Nós não temos vacina, então vamos falar em obrigatoriedade quando tivermos a disponibilidade para ofertar à população”, afirmou.

Atualmente, há dois projetos de lei apresentados, um pelo deputado Eduardo Botelho (DEM) e outro pelo deputado Silvio Fávero. Botelho quer aplicar sanções a quem se recusar a tomar a vacina, enquanto Fávero quer que ela não seja obrigatória.

“As pessoas que estão dentro do grupo prioritário vão ter a disponibilidade de tomar a vacina. Se elas não comparecerem dentro de um prazo, eu não vou ficar estocando vacina não. A fila anda e nós vamos passar para os próximos grupos”, explicou o governador.

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