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Terça-feira, 13 de abril de 2021

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homicídio triplamente qualificado

Preso por matar empresária tinha passagens criminais por estupro e roubo

Da Redação - Fabiana Mendes

21 Fev 2021 - 16:24

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Preso por matar empresária tinha passagens criminais por estupro e roubo
Preso por matar a empresária Rosemeire Soares Perin, 52 anos, encontrada no final da tarde desta quinta-feira (18) próximo à Passagem da Conceição, em Várzea Grande, Jefferson Rodrigues da Silva, de 33 anos, possui histórico criminal de estupro e roubo. Inclusive, ele fazia uso de tornezeleira eletrônica e com medo de voltar ao regime fechado, decidiu matar a mulher com três cortes profundos no pescoço.

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Já o comparsa, Pedro Paulo de Arruda, 29, já foi preso por suspeita de furtar uma agência bancária na cidade de Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte). A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) investigava também a participação dele em uma quadrilha que praticava crimes por todo Mato Grosso.

Jefferson deverá responder pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, furto qualificado e ocultação de cadáver. Pedro por furto qualificado com ocultação de cadáver, resistência e tráfico de drogas.

Em depoimento, o criminoso relatou que a discussão entre os dois foi motivada por uma dívida de R$ 1.250 cobrada pela vítima. Após aplicar uma gravata nela, ele decidiu assassiná-la por medo de voltar para a cadeia.

Rosemeire era empresária do ramo de produtos de festas e também vendia máquinas de sorvetes há mais de dez anos. Ela e Jefferson mantinham relações comercias já há algum tempo. No dia do crime, terça-feira (16), ela foi levar um produto que o criminoso havia adquirido.
 
Em março, Jefferson comprou uma máquina por cerca de R$ 7 mil. Porém, logo depois, ela apresentou um problema e a manutenção ficou orçada em R$ 2.100. Deste montante, o homem ficou devendo R$ 850 para Rosemeire, a partir de novembro de 2020.
 
Com a pandemia do novo coronavírus, Jefferson começou a ter problemas em seu comércio e somente voltou a trabalhar com a venda de sorvetes agora. Como precisava de um novo equipamento (batedor de milk-shake) acionou novamente a empresária, que cobrou R$ 400.

Ele também iniciou a venda de churrasquinho e já aproveitando, comprou pratos de plásticos da vítima, no valor de R$ 156.
 
No fim, a dívida de Jefferson ficou em R$ 1.250, algo que Rosemeire foi cobrar na terça-feira. O criminoso não gostou do tom utilizado pela empresária e aplicou-lhe uma gravata, sendo que ela caiu desacordada no chão e bateu com a cabeça. Desesperado, ele amarrou suas mãos e pés com fitas adesivas e amordaçou sua boca com uma meia.
 
Após cinco minutos, a vítima acordou, ainda um pouco desorientada. Como utilizava tornozeleira eletrônica e já havia sido preso, Jefferson afirmou em depoimento ao delegado Marcel Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ficou com medo de voltar para a cadeia, pegou uma faca caseira de aproximadamente 30 centímetros e desferiu três golpes no pescoço de Rosemeire, que não teve nenhuma chance de defesa.
 
A casa de Jefferson ficou complemente cheia de sangue, o que corrobora com a versão de que ele, sozinho, matou a empresária. Posteriormente, o criminoso ligou para um parente, pedindo por ajuda. Porém, esta pessoa – sem saber o que tinha ocorrido – disse que estava cansado das “merdas” que ele já havia feito e não iria se meter em mais uma.
 
Foi então que Jefferson lembrou-se de Pedro Paulo de Arruda, 29, que era sócio de um lava-jato onde ele fazia trabalhos esporádicos. O rapaz topou ajudar o assassino a ocultar o corpo, foi até a quitinete, onde - por volta das 22 horas - os dois envolveram o corpo de Rosemeire em plásticos, lençol e um edredom e fizeram o transporte até a Passagem da Conceição, onde a vítima foi deixada.
 
Em entrevista coletiva, o delegado Marcel Oliveira disse que as provas encontradas na residência, junto ao último depoimento de Jefferson, são irrefutáveis de que ele cometeu o crime e teve a ajuda de Pedro Paulo para ocultar o cadáver. “Estava tudo ali, muito sangue encontrado, arma do crime, paredes todas cheias de sangue, evidências do arrasto do corpo”.
 
O trabalho incansável integrado da Polícia Militar (Rotam) e Polícia Civil ultrapassou a madrugada e só foi finalizado às 05 horas da manhã desta sexta-feira (19).

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