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Sábado, 27 de fevereiro de 2021

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Comida jogada no Manso contribui para ataque de piranhas e Sema alerta para sumiço de outras espécies com predadores

Da Redação - Wesley Santiago

23 Fev 2021 - 14:00

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Comida jogada no Manso contribui para ataque de piranhas e Sema alerta para sumiço de outras espécies com predadores
A secretaria de Desenvolvimento Econômico, por meio da adjunta de Turismo, e a de Meio Ambiente reuniram-se na segunda-feira (22) em busca de ações que possam amenizar o problema de ataques de piranhas no Lago do Manso, algo que preocupa os empresários da região. O principal problema apontado para isto é a falta de conscientização coletiva, com as pessoas jogando comida dentro da água. Além disto, foi feito um alerta sobre a soltura de peixes predadores sem o devido acompanhamento.

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Um dos principais problemas apresentados foi a necessidade da conscientização coletiva da população, já que muitas pessoas acabam alimentado peixes e jogando comida na água, o que acaba contribuindo para atrair as piranhas.
 
Além disso, a compra de predadores, como tem sido feito por muitos moradores da região, pode desiquilibrar o ecossistema, já que peixes como tucunaré comem não apenas piranhas, mas também outros peixes.
 
De acordo com o secretário adjunto de Turismo, Jefferson Moreno, a medida é importante. “A gente sabe da importância que o Lago do Manso tem para o turismo e para a sociedade civil e iremos encontrar mais rápido possível a solução para esse problema”, assegura.
 
"A Sema está orientando os interessados sobre os estudos necessários, antes da autorização de soltura de qualquer espécie nos rios e lagos de MT. Vamos registar essas informações dos ataques num banco de dados e avaliar a melhor alternativa", afirma Valmi Lima, superintendente de Licenciamento da Secretaria de Meio Ambiente.
 
É recomendável que turistas e moradores da região não atirem comida nas aguas e nem entrem no lago com feridas não cicatrizadas, de acordo com a Secretária de Estado de Meio Ambiente.
 
Ainda segundo a Sema, o lago do Manso, por ser um ambiente de ecossistema lêntico, nos quais a água apresenta pouco ou nenhum fluxo, é propício ao desenvolvimento de peixes como a piranha.
 
Estes peixes normalmente são atraídos por sons de frutas e sementes que caem de árvores e batem na água. Eventualmente, poderão haver ataques a pessoas ou animais e, para que isso ocorra, a piranha precisa de um chamariz.
 
Outra recomendação para os estabelecimentos é realizar o cercamento de quiosques que ficam dentro da água com sombrites ou outro tipo de tela que permita a passagem da água e impeça o trânsito de qualquer tipo de peixe.

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