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Quarta-feira, 21 de abril de 2021

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morte e mistério

Estudante do IFMT de 16 anos é morto por amigo de infância com tiro de espingarda no rosto

Da Redação - Fabiana Mendes

28 Fev 2021 - 14:44

Foto: Reprodução

Local onde o crime aconteceu. Detalhe: Gustavo.

Local onde o crime aconteceu. Detalhe: Gustavo.

O estudante do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Gustavo Henrique da Silva Macedo, de 16 anos, foi morto com um tiro de espingarda no rosto, no Assentamento Santo Antônio da Fartura, zona rural de Campo Verde (140 km de Cuiabá), na noite do último sábado (20). O suspeito de matar o adolescente é um amigo de infância de 15 anos.

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As informações preliminares da Polícia Militar, que chegou primeiro no assentamento, são de que uma equipe foi acionada para atender a ocorrência de um homicídio.

Quando os militares chegaram ao local, várias pessoas saíram das proximidades e outras permaneceram. Porém, ninguém soube informar o que de fato teria ocorrido. Além disso, o adolescente suspeito teria fugido do local.

O caso então passou a ser apurado pela Polícia Civil e na segunda-feira (22), o adolescente suspeito se entregou na Delegacia de Campo Verde. Na ocasião, alegou um disparo acidental quando limpava a arma.

Até o momento, a família tem poucas informações sobre as investigações. A irmã, Nayara Alves, cobra a elucidação dos fatos. “Para onde ele [suspeito] foi? Ele estava sozinho ou alguém tirou ele do local do crime? Alguém ajudou ele a e evadir do local? Essas são as perguntas que queremos respostas”.

Ainda segundo ela, o suspeito compareceu no velório de Gustavo. “Se você não é uma pessoa fria e você é um jovem, menor [da idade], na faixa de 15/16 anos, você vê um rosto sendo destroçado acidentalmente por uma arma que você está manuseando, você vai ficar emocionalmente estraçalhado, não é nem abalado. Porque é uma imagem muito forte. Porém o menino estava no velório do meu irmão agindo como se não tivesse visto uma cena dessas. Como fosse inocente, mas não conseguia olhar na cara de ninguém”, acrescenta. “Não estou afirmando nada, mas são hipóteses que a gente levanta”.

No sábado (27), familiares e amigos cobraram esclarecimentos quanto a morte de Gustavo e punição de todos os envolvidos. O grupo de pessoas saiu pelas ruas da cidade pedindo “justiça por Gustavo”.

Veja o depoimento de Nayara na íntegra:


 

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