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Domingo, 09 de maio de 2021

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Alunos cumprem parcialmente medidas de biossegurança no primeiro dia de volta às aulas; veja fotos

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Alunos cumprem parcialmente medidas de biossegurança no primeiro dia de volta às aulas; veja fotos
Após quase um ano em sistema online, as aulas na capital mato-grossense retornaram de forma presencial nesta segunda-feira (1°). A equipe de reportagem do Olhar Direto esteve em duas escolas, em horários diferentes, e pôde perceber que o cumprimento de medidas de biossegurança é parcial por parte dos alunos, ocorrendo, por exemplo, a formação de pequenos grupos, na parte de fora das instituições.

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No início da manhã, no horário de entrada, o Colégio Isaac Newton não registrou qualquer aglomeração, tampouco não houveram alunos que não utilizaram máscaras. Enquanto a equipe esteve presente, apenas uma aluna fez o uso incorreto da máscara por alguns minutos, mas ao entrar na instituição educacional a colocou de forma correta.

Ao entrar na escola, os alunos passam por aferição de temperatura e passam álcool em gel nas mãos, mas acabam tocando nas catracas. Apenas alguns estudantes optaram por evitar tocar no aparelho, de forma que conseguisse se proteger do coronavírus.

Aglomerações da porta para fora

Durante a saída para o almoço, por volta do meio-dia, foi possível notar pequenos grupos de estudantes aguardando por seus pais na porta do Colégio Master, localizado na Avenida Fernando Corrêa. Todos os alunos usavam máscaras, mas em frente ao colégio, já do lado de fora, pequenos grupos se formaram enquanto os estudantes aguardavam a chegada dos pais.

Medidas de prevenção 

Na parte interna da unidade, há diversos avisos de distanciamento e recomendação de uso de álcool em gel. Para entrar, é preciso fazer aferição de temperatura e há também sinalizações no chão e paredes quanto ao sentido a ser seguido, como forma de evitar possíveis aglomerações. Já as catratas foram removidas para que os estudantes não tenham contato físico com o aparelho.

Colápso na saúde

As aulas na capital mato-grossense retornam em meio a um colapso na saúde que atinge todo o estado. Segundo um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), deste domingo (28), em Cuiabá, há 12 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis. As vagas estão no Hospital de Referência, antigo pronto-socorro. Já o Hospital São Benedito está lotado. A situação dos leitos pode mudar rapidamente.

A nível estadual, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde deste domingo (28), 250.889 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 5.806 óbitos. Nas últimas 24 horas, 20 pessoas morreram.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 403 internações em UTIs públicas e 374 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 88,96% para UTIs adulto e em 43% para enfermarias adulto.

CRP é contrário à volta

O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP-MT) manifestou, em nota, contrariedade à reabertura dos estabelecimentos da rede de ensino público e privado do estado de Mato Grosso. Entre os argumentos apontados pela Autarquia Federal, está o fato de o Brasil continuar sendo um dos países com a maior taxa de mortalidade e número de casos acumulados.

De acordo com CRP-MT, pesquisas científicas e dados levantados em Cuiabá afirmam que a antecipação das providências de segurança e cuidado, como por exemplo o distanciamento social e a interrupção das aulas presenciais nos mais diversos níveis escolares e nas atividades complementares, como cursos de língua estrangeira e de atividade física, foram responsáveis pelo controle na mitigação que a capital teve no início da pandemia.

“Seria contraditório e incoerente com as evidências sanitárias que indicam que a pandemia permanece progredindo de modo insidioso e ainda com poucas condições de controle, que provavelmente, se efetivará apenas com a vacinação em massa. Por isso, preferimos mantermo-nos a favor da manutenção da vida dos estudantes e seus convivas neste momento, até que soluções mais efetivas se apresentem, como a vacinação”, disse o órgão ao justificar o posicionamento.


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