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Sábado, 12 de junho de 2021

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TCE identifica 27 casos de pessoas mortas que teriam sido 'vacinadas' em Mato Grosso

Foto: Rogério Florentino - OD

TCE identifica 27 casos de pessoas mortas que teriam sido 'vacinadas' em Mato Grosso
Em auditoria realizada em todas as cidades de Mato Grosso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) identificou pelo menos 100 indícios de irregularidade na vacinação contra Covid-19. Desse total, 27 seriam de pessoas que já estavam mortas e no cadastro constava como imunizadas.

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Segundo investigação da Corte de Contas, as ocorrências foram detectadas em 22 municípios e, segundo os conselheiros, as prefeituras têm 15 dias para apresentar justificativa ao tribunal.

No total, foram identificados 114.858 casos regulares (99,93%) e outros 56 foram apontados como inconclusivos (0,05%), uma vez que o CPF de registro constou na base de dados do Sisobi, a data de vacinação foi posterior à data do óbito, mas o nome ou a data de nascimento do vacinado foi divergente da informação referente ao falecido.

Já no caso dos 27 registros classificados como irregulares (0,02%), o CPF do vacinado constou na base de dados do Sisobi, a data de vacinação foi posterior à data do óbito, e o nome do vacinado, assim como a data de nascimento, coincidiu com os do falecido.

A partir da identificação dos indícios de irregularidades, a Presidência do Tribunal de Contas emitiu notificação aos 22 gestores municipais para que se manifestem acerca dos motivos que levaram à vacinação das pessoas relacionadas na informação técnica, a fim de melhor elucidar os fatos e propiciar manifestação conclusiva por parte do órgão de controle externo.

Conforme matéria veículada no Jornal Nacional na noite de segunda-feira (19), Para identificar as possíveis fraudes, as esquipes de auditores fizeram um cruzamento de dados entre os CPFs que constam no Sistema Nacional de Óbitos e as listas de vacinados.

“Ainda estamos investigando e trabalhamos com várias possibilidades, inclusive, de que não e trate de fraude e sim de nomes homônimos. Contudo, caso seja confirmado o delito, vamos tomar as necessárias para o cada caso”, disse o presidente do TCE, Guilherme Maluf.

No caso exemplificado pela matéria, a reportagem mostrou a família de dona Elvira Furlan, que faleceu ainda em 2020, e consta como vacinada no município de Vera no dia 4 de março deste ano.

A filha, Gicelda Furlan contou à reportagem que a família está indignada com a possível fraude e pede investigação para apurar se houve maquiagem nos dados.

"Se constatado que foi cometida alguma fraude vamos tomar as medidas cabíveis e usar todas as ferramentas necessárias para que essas pessoas que estão furando filas sejam responsabilizadas”, afirmou o presidente do TCE.

O secretário da Secex Saúde e Meio Ambiente, Marcelo Tanaka, também ponderou que os resultados são preliminares. “Ressalte-se que estes resultados são preliminares e devem ser interpretados como indícios da ocorrência de irregularidades, visto que o posicionamento conclusivo será possível apenas após a manifestação dos responsáveis pela operacionalização da campanha de vacinação nas entidades fiscalizadas”.

Outro lado

A Prefeitura de Vera, onde residia dona Elvira, disse que uma agente comunitária errou ao não atualizar a lista de idosos e associar o CPF de dona Elvira ao de outra Idosa que também chamava Elvira. Por isso será feito a correção e o TCE será informado. 

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