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Governador conta que não chamou a polícia e nem pagou fornecedor que foi armado à Seduc: “ia virar moda”

02 Mai 2021 - 10:56

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Governador conta que não chamou a polícia e nem pagou fornecedor que foi armado à Seduc: “ia virar moda”
O governador Mauro Mendes (DEM) lembrou, na manhã desta sexta-feira (30), da vez em que um fornecedor da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foi até o local armado para cobrar o que lhe era devido desde a gestão passada. Mendes disse que, na época, não chamou a Polícia Militar, mas também não pagou naquele momento: “Se não vira moda colocar o revólver na cintura e vir aqui ameaçar”.

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O caso aconteceu em março de 2019, logo depois que Mauro assumiu, segundo ele, com o estado ‘quebrado’. “Mato Grosso saiu de uma situação tão ruim e vergonhosa, é vergonhoso, eu me lembro bem de uma cena que aconteceu no mês de março de 2019”, contou o governador. Segundo ele, na época a secretária Marioneide e o secretário adjunto Alan Porto o chamaram em sua sala, desesperados.

“Eles me falaram: governador, está lá o fornecedor com um revólver na cintura, ameaçando nos matar porque ele está há seis meses sem receber e quer receber. Essa história é real, porque tínhamos lá fornecedor com quatro, cinco, seis meses sem receber. (...) [Eu falei] primeiro, nós não vamos pagar esse cara, se não vira moda colocar o revólver na cintura e vir aqui ameaçar. Segundo, vamos tratar esse cara com respeito também, não vamos chamar a polícia para ele não, pelo amor de Deus. O cara está desesperado com razão, porque forneceu, tem para receber, mas não tem como pagar ele”, lembrou Mendes.

Segundo Mauro, a situação do estado era muito ruim, e se continuasse daquela forma, seria muito mais difícil passar pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “Graças a Deus e a muita coisa que aconteceu nesse estado, eu fico tranquilo porque lembro que no início do ano eu tive que tomar medidas que muitos chamaram de duras, mas eu sempre chamei de necessárias. Se eu não tivesse feito isso, como a gente ia se comportar no meio de uma pandemia dessa? Será que teríamos conseguido abrir 605 leitos de UTI? Será que algum fornecedor ia investir, comprar equipamentos para arriscar fornecer para o Estado?”, questionou.

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