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Terça-feira, 15 de junho de 2021

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Situação de vulnerabilidade

Há quatro dias sem água em plena pandemia, moradores reclamam do abastecimento em VG; DAE aponta problema em tubulação

Foto: Arquivo Pessoal

Reservatórios de água vazios.

Reservatórios de água vazios.

Moradores do bairro Parque do Lago, em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), têm enfrentado uma realidade difícil com o abastecimento instável do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Tendo o fornecimento de água apenas a cada quatro dias, famílias da região estão sendo expostas a uma situação de extrema vulnerabilidade, tendo que escolher, até mesmo, entre lavar roupas ou se banhar. 

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Com o esgotamento da água que tinham em seus reservatórios, os várzea-grandenses que moram no bairro tem atravessado dias de extrema indignação. Entre eles, a maior parte não tem condição financeira para recorrer aos serviços de compra do recurso hidríco, para suprir um serviço que deveria estar sendo prestado pela empresa, que é administrada pela prefeitura da cidade.

“Até o início do ano vinha mais ou menos normal a água. Com a virada do ano, a gente foi percebendo que a água passou a chegar muito fraca, um dia sim, um dia não, muito fraca … Sempre aqui no bairro chegou, um dia sim, um dia não, isso é padrão, mas sempre enchia o depósito embaixo e as caixas de cima, vinha com uma certa pressão que subia”, contou Rinaldo Angelo Santos, morador do bairro, ao Olhar Direto



De acordo com o morador, há cerca de dois meses a população do bairro sofre com a falta de abastecimento. A instabilidade tem forçado com que eles se acostumem a receber água apenas a cada três ou quatro dias. 

“Começou a faltar água e a vir fraca. Vinha poucas horas, aqui já vinha um dia sim um dia não, agora começou, então, a vir esse um dia sim, um dia não, porém fraca. Nas últimas duas semanas, tá ficando três a quatro dias sem vir água, por exemplo, hoje tá no quarto dia que não vem água, nem embaixo, nem no depósito”, relatou contrariado. 

Em plena pandemia, onde, sobretudo, a higiene se tornou a principal forma de proteger possíveis infecções da doença, que já matou mais de nove mil pessoas no estado, os moradores do Parque do Lago têm tido que, até mesmo, escolher entre atividades que consumam menos água, para poderem se banhar. 

“A situação é a seguinte: em plena pandemia temos que evitar lavar roupas, limpar casa, aguar plantas para evitar ficar sem água no banheiro… um caos”, completou Rinaldo.

O que diz o DAE

Procurado pela reportagem, o DAE disse que, nesta quinta-feira (6), foi identificado um problema em uma tubulação da concessionária em uma área localizada dentro do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, administrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Segundo a empresa, a avaria foi a causadora do problema enfrentado pelos moradores da região do Parque do Lago, mas com o serviço realizado por um técnico que esteve no local, o fornecimento de água deve ser reestabelecido.

Tubulação quebrada no terreno do Aeroporto Internacional Marechal Rondon. (Foto: DAE)
"Hoje foi identificada e consertada uma ruptura de uma adutora dentro da área da Infraero, o que compromete o abastecimento da região do Parque do Lago. O abastecimento já vai ser normalizado", disse em nota enviada à reportagem.
 

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