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Samaniego diz que decisão do Codem é irrelevante e Prefeitura entrará na justiça por plebiscito

14 Mai 2021 - 10:37

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Airton Marques

Foto: Olhar Direto

Samaniego diz que decisão do Codem é irrelevante e Prefeitura entrará na justiça por plebiscito
O secretário Municipal de Mobilidade Urbana Juares Samaniego afirmou que a decisão tomada pelo Conselho Metropolitano Vale do Rio Cuiabá, que aprovou a alteração de modal de VLT para BRT, da forma que foi tomada, é “irrelevante”. Ele ainda afirmou que a Prefeitura de Cuiabá irá entrar na justiça para que seja feito um plebiscito e que a população escolha seu modal de transporte. Sem citar nomes, Samaniego ainda criticou o fato de o assessor de mobilidade urbana da Secretaria estadual de Logística e Infraestrutura (Sinfra), Rafael Detoni ter dito que não seria necessário um projeto executivo: “Um técnico falar que você não precisa de um projeto executivo, um investimento de 800 milhões de reais é uma piada”, afirmou.

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 Antes do início da audiência pública realizada para discutir o assunto, na manhã desta sexta-feira (14) na Câmara de Vereadores de Cuiabá, Samaniego ainda criticou a forma como outra audiência, realizada pelo Governo do Estado na última sexta-feira (7), foi realizada. “Quando o governo do estado passa uma decisão tomada criticando a judicialização de um modal em detrimento a outro, isso não é correto. O correto é você comparar o modal. O modal não é corrupto, o corrupto é o gestor”, declarou, citando o fato de este assunto ter sido levantado na audiência pública do Governo.

Segundo o secretário, os dados apresentados também estão errados: “Para concluir o modal BRT custa 822 milhões e não 462 milhões apresentados. São números. (...) Toda vez que aparecia um questionamento em relação ao VLT a audiência entrava em excesso, no final cortava minha explanação. É difícil você discutir com o governo do estado. Porque que já não deu certo o VLT e demorou para concluir a obra? Foi feito no regime diferenciado de contratação, não tinha projeto executivo de engenharia. Foi se fazendo o projeto executando a obra. Hoje não tem projeto de engenharia. É uma piada um técnico apesar que se fala e3ngenheiro de transito ele não é engenheiro ele é arquiteto. Não tem conhecimento técnico de projeto executivo”, completou.

A respeito da decisão tomada em reunião do Codem, Samaniego acredita que foi irrelevante. “Foi uma decisão tomada antes. O Codem simplesmente homologou a decisão com meu voto contrário, eu como conselheiro. Mas a decisão já tinha somada anteriormente, que ele ia fazer a mudança do modal sem acompanhamento técnico da Prefeitura de Cuiabá, da sociedade civil organizada, da Câmara Municipal de Cuiabá. Várzea Grande até falou que acompanhou. Gostaria que o técnico de VG que acompanhou, que esteve no [Ministério do Desenvolvimento Regional] MDR, que participou do grupo de trabalho, fizesse o esclarecimento”, argumentou.

O secretário ainda acredita que houve um ‘atropelamento’ do Governo do Estado, que não apresentou custos nem diferença de qualidade de um modal para o outro e que por esta falta de informações não é possível nem fazer as comparações. Samaniego garantiu que a Prefeitura irá judicializar a causa.  “Logicamente que o município de Cuiabá, através hoje do presidente do comitê para discutir o transporte e o prefeito Emanuel, nós vamos tomar medidas judiciais para tentar cancelar e fazer que isso seja por plebiscito que seja feita a explanação dos dois modais e qual que é o modal que melhor atende Cuiabá e Várzea Grande”.

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