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Domingo, 20 de junho de 2021

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racha na sigla?

João Batista deixa presidência do PROS em MT e filiada de Goiás assume; ‘articulação’ de Gisela pode estar por trás

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

João Batista deixa presidência do PROS em MT e filiada de Goiás assume; ‘articulação’ de Gisela pode estar por trás
O deputado estadual João Batista, atualmente do PROS, foi destituído do cargo de presidente estadual do partido. O cargo agora é ocupado por Laodicéia Rocha, diretora executiva do PROS nacional, e que vive em Goiás. A mudança foi publicada pelo próprio parlamentar em seu Instagram.

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“Na manhã desta terça-feira recebi em nosso gabinete meu grande amigo, Fernando Anunciação - pres. da Fenaspen, Laodicéia - Dir. Executiva do PROS Nacional e nova presidente regional. Além disso, dialogamos com Adriane de Juara, no qual nos apresentou um projeto voltado ao esporte da região. Uma manhã intensa e produtiva”, escreveu João.
 


Ao Olhar Direto, o parlamentar afirmou que acredita que a mudança tenha se dado porque ele se recusou a expulsar o sindicalista Oscarlino Alves do partido. Em 2020, Oscarlino não seguiu a orientação do partido de apoiar Abílio Junior (PODE) no segundo turno das eleições municipais, e apoiou o candidato (que depois foi vencedor) Emanuel Pinheiro (MDB). Oscarlino hoje, inclusive, é secretário de turismo da Prefeitura.

“Eu estive em uma reunião e eles me falaram que queriam que eu expulsasse, mas eu não tenho esse perfil, tenho um perfil conciliador”, explicou João Batista. Questionado sobre a possibilidade de Gisela Simona, candidata derrotada à Prefeitura em 2020, ter articulado sua destituição, ele apenas afirmou que uma foto dela em uma reunião com a nacional já dizia tudo. Esta reunião aconteceu em Cuiabá, mas João não foi convidado.

Foto de Gisela em reunião na executiva nacional (Foto: Reprodução)

Gisela surge, neste ano, como uma possível pré-candidata a deputada estadual pela sigla. Recentemente, João Batista já afirmou que um dos motivos que poderia fazê-lo deixar a liderança do partido no estado seria a falta de valorização por parte da Executiva Nacional, que prioriza suas forças em chapa para vaga de deputado federal.

João, no entanto, diz que não é de sua vontade deixar a sigla. “É um partido que eu ajudei a reestruturar, desde março de 2019 e nas últimas eleições tivemos 500 candidatos, entre prefeitos, vice-prefeitos e vereadores”, lembrou. “Mas já tive convites de várias outras siglas”. O parlamentar afirmou que até 2022 irá analisar a possibilidade de sair do PROS, mas que esta não é sua vontade no momento.

Outro lado

O PROS enviou nota de esclarecimento:

A Executiva Nacional do PROS – Partido Republicano da Ordem Social, vem a público por meio desta manifestar que a direção do PROS Mato Grosso teve alteração em sua direção em razão do término do mandato do Diretório Estadual o qual teve encerramento no dia 04 de maio de 2021.

O partido vem se empenhando para atingir as metas estabelecidas durante reuniões com dirigentes da executiva nacional e seus presidentes estaduais. A legenda busca dar condições iguais a todos os filiados e filiadas que pretendem disputar as Eleições 2022.

Reforçamos que a sucessão da presidência do PROS Mato Grosso é legitima e está de acordo com as normas preestabelecidas no regulamento registrado em ata pelo PROS.

É importante ressaltar neste momento que a vigência da última presidência teve término no último dia 04 de maio, momento em que o PROS optou pela direção de um (a) filiado (a) que não pretende disputar nenhum cargo em 2022 em Mato Grosso.A decisão tem o intuito de apoiar todos os filiados de forma justa formando uma chapa proporcional e plural no próximo pleito.

Reafirmamos nosso compromisso com a democracia e nos colocamos a disposição para esclarecer qualquer dúvida sobre a organização de nossa direção em Mato Grosso.

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