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Com câncer nos ossos, criança de 10 anos que sonha em conhecer jogadores de futebol pede ajuda para pagar tratamento

18 Jun 2021 - 16:14

Da Redação - Michael Esquer e Wesley Santiago

Foto: Arquivo Pessoal

Com câncer nos ossos, criança de 10 anos que sonha em conhecer jogadores de futebol pede ajuda para pagar tratamento
“Meu sonho é conhecer o Vinicius Junior e o Gabigol”. Esse é o maior desejo do pequeno dom-aquinense Victor de Araújo Guedes, de apenas 10 anos de idade, que em maio foi diagnosticado com sarcoma de ewing, um tipo de câncer nos ossos. Com a descoberta, há um mês, a família do mato-grossense tem travado uma verdadeira batalha contra o tempo para conseguir custear os gastos do tratamento da doença da criança. Com a ajuda financeira de amigos, nesta quinta-feira (17), ele embarcou junto com a mãe para Barretos, em São Paulo, onde deve receber a opinião e o aconselhamento de outro médico. 

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“O Victor sempre foi uma criança ativa carinhosa, nunca teve problemas de saúde para que chegasse a ir parar no hospital, para ser internado ou com alguma suspeita de alguma doença. Teve suas fases criança sem nem um momento interrompido, sempre alegre com os amigos, primos, tios, avós, pais, muito amado por todos de criança até os adultos”, conta a mãe, Samara Araujo, ao Olhar Direto, que foi surpreendida com diagnóstico recebido em maio. 


Naquela época, Victor estava jogando bola com um amigo, quando se esbarrou com um amigo e caiu. A mãe conta que apenas teve conhecimento sobre o incidente durante a noite, por volta de 21h, quando ele acordou chorando e com muita dor. Preocupada, ela começou a olhar o corpo da criança, e viu em suas costas, um caroço. Inicialmente, ela pensava que o ferimento estivesse relacionado a brincadeira contada pelo filho. 

“No primeiro momento, achei [que] estivesse quebrado foi aí [que] procurei atendimento médico onde realizou rx [raio-x] mas não conseguiram achar nada. Repetiram 3 vezes e mesmo assim  o médico achou que tinha algo errado e solicitou uma ressonância, onde saiu esse resultado”, relembra. 

Desde então, a rotina da família mudou completamente em busca de respostas e tratamentos para a doença do filho. Ortopedistas, médicos, oncologistas e vários exames de biópsia que até agora já custaram mais de R$ 10 mil e que os pais de Victor só conseguiram pagar com o apoio de familiares e amigos. Gastos estes, que continuam enquanto perdurar o tratamento da criança. 

“Nunca imaginei em fazer alguma coisa só pedi ajuda [para] minha família e como temos amigos e o Victor é uma criança querida, os amigos que tiveram essa ideia. O que for arrecadado vai nos ajudar muito pois os médicos pediram urgência e pelo SUS [Sistema Único de Saúde] teríamos que aguardar até surgir uma consulta, esperar exames, esperar biópsia e essa doença não espera”, desabafou. 

Em Barretos, para onde a família embarcou nesta quinta-feira (17), Victor deve receber outra opinião médica. A mãe conta que a expectativa é grande para o recebimento de aconselhamento médico que possa aumentar a perspectiva de cura para o câncer do filho. Ela conta ainda que a viagem foi feita a pedido do médico com a qual Victor faz acompanhamento em Cuiabá. 

“Estamos indo para Barretos tentar uma segunda opinião médica e por lá estou torcendo que consigamos pois o médico de Cuiabá disse que o tratamento tem que começar urgentemente, começando pela quimioterapia. Mas em Barretos, [apenas] após consultas, saberemos como será realmente”, explica. 

Para ajudar

Na cidade paulista, onde não conhecem ninguém, Samara conta que ela e o filho precisam de apoio financeiro para subsidiar os gastos de moradia, alimentação e medicamentos. Por isso ela,  criou uma vaquinha online (CLIQUE AQUI) para aqueles que tenham interesse em ajudar com qualquer quantia. 

“O dinheiro vai poder ajudar a nos manter em um estado cidade que não conheço ninguém, para me ajudar a conseguir esse tratamento e arrumar um local onde eu e meu filho [possa] morar durante todo tratamento em um local que ele possa se sentir bem. Sei que em tempos em que não existia pandemia poderíamos ficar alojados com outras famílias, mas hoje preciso preservar a saúde do meu filho e a minha para que eu possa cuidar dele sem me contaminar com a covid”, finalizou.

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