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Sexta-feira, 30 de julho de 2021

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doses extras?

Mauro Carvalho diz que Emanuel e Emanuelzinho enganaram a população e criaram constrangimento injusto a Bolsonaro

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Mauro Carvalho diz que Emanuel e Emanuelzinho enganaram a população e criaram constrangimento injusto a Bolsonaro
O secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho afirmou que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e o deputado federal Emanuelzinho (PTB) causaram constrangimentos injustos ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ministro da Saúde Marcelo Queiroga, e engaram a população ao afirmar que Cuiabá e Várzea Grande receberiam doses extras de vacina contra o novo coronavírus (Covid-19) em contrapartida à realização da Copa América.

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“Fiquei extremamente feliz quando os dois afirmaram que Cuiabá iria receber as doses extras de vacina contra o coronavírus. Nós do Governo achamos estranho, mas comemorei. Afinal toda ajuda é bem-vinda. Contudo, sabíamos que o Ministério tinha que seguir o Plano Nacional de Imunização, pois caso contrário isso iria ferir os critérios do plano, mas não acreditava que seria possível uma divulgação enganosa como foi”, explicou Carvalho.

O secretário classificou como absurdo o anúncio de doses ‘sem nenhum lastro de verdade’.  “Tentar usar uma situação tão séria como essa, ir a Brasília, gravar vídeo, em que o próprio ministro não fala nada, e espalhar aqui na Capital que conseguiu mais de 260 mil doses é brincar com a esperança da população”, afirmou.

Nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, negou, na Comissão Temporária da Covid-19, no Senado, durante uma audiência, o envio de doses extras. “Não há uma estratégia específica em relação a competição esportiva [Copa América]. Na realidade o que está em discussão, esses estados que têm grandes fronteiras secas com países vizinhos, está em estudo no PNI [Plano Nacional de Imunização] para se ampliar a vacinação nesses estados que territorialmente são grandes, mas que tem concentração demográficas pequenas, de tal maneira que o esforço pra ampliar a imunização não é tão grande, e do ponto de vista epidemiológico pode ser importante para conter prováveis variantes", disse o ministro ao ser questionado pelo senador Wellington Fagundes.

Para Carvalho, Emanuel ainda criou um constrangimento injusto ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro Marcelo Queiroga, pois nenhum deles deu garantia de doses extras, mas sim respeitosamente afirmaram que iriam avaliar o pedido do prefeito e foram honestos ao divulgar que não teria plano “adicional” de vacinação para as sedes da Copa América.

“É mais um lamentável episódio em que a população foi enganada. Não havia necessidade de fazer um alarde desse tamanho para tentar se promover. Faça o dever de casa, teste a população, abra leitos, ofereça assistência médica, que já vai estar ajudando e muito o povo da nossa querida Capital”, disparou Carvalho.

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