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Segunda-feira, 18 de outubro de 2021

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Vacinas são seguras e apenas imunização em massa pode erradicar a pandemia, explica médico infectologista

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Vacinas são seguras e apenas imunização em massa pode erradicar a pandemia, explica médico infectologista
Dúvidas e falsas informações têm feito com que muitas pessoas resistam à imunização contra a Covid-19 no Brasil, explica o Dr. Tiago Rodrigues. Nesse cenário, o médico infectologista do Univag - Centro Universitário de Várzea Grande, que também atua como sub investigador no estudo da Coronavac pelo Instituto Butantan em Cuiabá, reforça a eficiência e a necessidade da vacinação em massa para erradicar a pandemia.

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Tendo em vista a velocidade da liberação das vacinas, mesmo com todas as fases respeitadas, as aprovações dos órgãos regulatórios, muito se tem questionado sobre a eficiência garantida dos imunizantes. O Dr. Tiago, explica que as vacinas são muito seguras e que, de milhões de pessoas vacinadas, foram documentados poucos casos de eventos adversos graves.

"De fato as vacinas são seguras, essa preocupação com a velocidade é natural. Tudo que é inédito na história a gente fica receoso, mas não houve pulo de etapas na elaboração das vacinas, não houve um jeitinho para liberar ela com rapidez. Em relação a velocidade da descoberta e liberação, uma série de fatores contribuíram para sair de forma rápida: primeiro que vivemos outros tempos, a tecnologia de hoje está muito mais avançada, segundo que a Covid-19 é um interesse mundial, não só de um país. Todos os esforços foram feitos para se chegar ao mesmo objetivo", diz.

Apesar de não ser obrigatório, o médico infectologista do UNIVAG faz um apelo sobre a extrema importância de se vacinar contra a Covid-19.

"A população deve se conscientizar de que se trata de uma situação de emergência. Quando você opta por não se vacinar, você não está só se prejudicando, você está prejudicando o seu meio. Não há nenhum motivo que vá fazer você se arrepender por tomar a vacina contra a Covid-19, mas morrer ou perder alguém próximo por ter optado por não se vacinar, ou convencido alguém a não se vacinar, é um motivo de arrependimento para o resto da vida. A vacina salva vidas", alertou.


No Brasil, quatro vacinas contra a doença já receberam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso: CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen. Vale ressaltar que comparar a eficiência das vacinas e tentar eleger a melhor entre elas pode levar a conclusões enganosas.

"Dor no corpo e febre são considerados eventos adversos leves. Reações graves são aquelas que geralmente impedem por muito tempo a pessoa de praticar suas atividades de forma permanente. O benefício da vacina é maior do que ficar uns dois dias com dores no corpo. São reações leves, facilmente tratadas com analgésicos comuns e não há relatos que a segunda dose cause eventos piores", afirma.

O médico infectologista ainda ressalta que mesmo uma pessoa que tenha contraído o vírus deve se vacinar, respeitando o prazo de 30 dias após o diagnóstico. O uso da máscara e as devidas medidas de proteção contra a Covid-19 devem ser respeitados, mesmo se a pessoa já se vacinou.O esclarecimento sobre as vacinas foi orientado pelo professor do UNIVAG, infectologista Dr. Tiago Rodrigues, com a participação da também professora do UNIVAG e médica pneumologista, Dra. Karla Moura, em live de medicina realizada no canal do YouTube do UNIVAG, no link. (Com assessoria)
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