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Quinta-feira, 29 de julho de 2021

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Lei liberou em MT

Técnico do Cuiabá cita ônibus lotados e defende volta de público ao estádio com testagem e vacinação

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Técnico do Cuiabá cita ônibus lotados e defende volta de público ao estádio com testagem e vacinação


O técnico Jorginho, comandante do Cuiabá, se posicionou favorável a volta do público aos estádios brasileiros. Segundo ele, desde que haja os cuidados necessários, como testagem e apresentação do comprovante de imunização contra a Covid-19, é possível ter as arquibancadas ocupadas novamente. Ele ainda citou o exemplo do transporte coletivo, que vive lotado e com as pessoas aglomeradas.

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“Sabemos como é importante o torcedor, faz uma grande diferença. Traz alegria àquele ambiente. É difícil para nós, treinadores, atletas. A gente escuta tudo o que se fala do lado de fora. O ideal é que seja com todos imunizados, todos fazendo os exames, a torcida fazendo exames. Tendo o cuidado necessário para não ter aglomerações. Um exemplo: fazer a cada três cadeiras, a quarta ocupada. Seria muito importante. Mas precisa ser com cuidados, porque a vida está em primeiro lugar”, comentou o treinador em entrevista coletiva na terça-feira (20).
 
Jorginho ainda pontua que o torcedor sente falta de acompanhar de perto o seu time e citou o exemplo do transporte coletivo. “Temos visto o transporte coletivo. Não posso falar aqui, porque ainda não conheci a realidade. Mas no Rio de Janeiro é um absurdo. Não pode ir no estádio, mas lotam os BRTs, trens, metrôs. Fecham algumas coisas e não dão oportunidade para outros estarem ali”.
 
“Um ano e meio as pessoas que trabalham nos arredores do futebol não tiveram oportunidades. Primeiro a vida, mas tendo os cuidados necessários, sou favorável que se volte com 30% da capacidade”, finalizou Jorginho.
 
Lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) prevê a liberação de 35% da capacidade de ocupação do estádio. Além disto, só será liberada a entrada de torcedores já imunizados e com exame de Covid-19 realizado até 48h antes do início das partidas.
 
Em nota sobre a aprovação da lei, o Cuiabá esclarece que a organização da Série A do Campeonato Brasileiro é da CBF. "Há uma regra entre os 20 clubes participantes da elite que o público só será liberado após todos os estados concederem o devido aval", diz trecho da nota.
 
"Enquanto tiver um estado com proibição de torcida nas arquibancadas, a entidade que comanda o futebol brasileiro não irá liberar para nenhuma equipe", finaliza o Cuiabá.
 
Segundo o apurado pela reportagem, a expectativa da CBF era discutir a volta do público aos estádios entre o fim de agosto e começo de setembro deste ano. Porém, a denúncia de assédio sexual contra o presidente afastado da entidade, Rogério Caboclo, travou os trâmites.
 
Desde o início da pandemia no Brasil, em março de 2020, quando os campeonatos estaduais e a Copa Libertadores foram paralisados como forma de mitigar a contaminação pelo coronavírus, os times de futebol amargam com perdas de receitas sem a comercialização de ingressos e o chamado "matchday" (ganhos com camarotes e cadeiras cativas, além da venda de alimentos e bebidas no dia de jogo)”, diz trecho do projeto.
 
A intenção de ter de volta os torcedores nos estádios é influenciada pelas partidas da Eurocopa com a presença das torcidas. Apesar das medidas restritivas estabelecidas por cada país que recebeu jogos da competição, cerca de 300 torcedores que voltaram à Finlândia após assistir a partidas em São Peterburgo, na Rússia, testaram positivo para a Covid-19.
 
Lúdio Cabral (PT), que pediu vista do projeto na sessão de 6 de junho, criticou a proposta. Voto vencido, afirmou que a liberação de público em estádios não deve ser realizada por meio de lei, mas levando em consideração o momento epidemiológico do estado. Segundo ele, o fato de o comércio e outras atividades estarem abertos, não justifica tal autorização, lembrou ainda a final da Copa América, no dia 30 de junho, quando torcedores da Seleção brasileira aglomeraram na entrada do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ).

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