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Quarta-feira, 27 de outubro de 2021

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POLÍCIA FEDERAL

Investigados da Operação Curare têm sigilos telefônico e eletrônico quebrados pela Justiça Federal

Foto: Rogério Florentino - OD

Investigados da Operação Curare têm sigilos telefônico e eletrônico quebrados pela Justiça Federal
O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Cuiabá, que autorizou a operação Curare da Polícia Federal, deflagrada na última sexta-feira (30) com um total de 21 mandados de busca e apreensão, entre 11 pessoas físicas e 10 jurídicas, também determinou a quebra de sigilo telefônico de todos os investigados. 

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"Determino o afastamento de dados telefônicos, informático e telemático, de todos os investigados contra os quais a medida de busca e apreensão foi deferida, autorizando a Polícia Federal a ter livre acesso aos bancos de dados HDs, mídias avulsas, tablets e celulares que venham a ser apreendidos no âmbito da operação", decidiu o magistrado. 

A Polícia Federal informou que a operação foi desencadeada visando desarticular uma organização criminosa investigada pelo envolvimento em fraudes a contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos.
 
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá/MT, Curitiba (PR) e Balneário Camboriú (SC), além de medidas cautelares de suspensão de contratos, bem como de suspensão do exercício de função pública. 
 
De acordo com a investigação, a atuação do grupo criminoso se concentra na prestação de serviços especializados em saúde, no Município de Cuiabá, especialmente em relação ao gerenciamento de leitos de unidade de terapia intensiva exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela COVID-19. 
 
As empresas investigadas forneciam orçamentos de suporte em simulacros de procedimentos de compra emergencial, como se fossem concorrentes. Contudo, a investigação demonstrou a existência de subcontratações entre as pessoas jurídicas, que, em alguns casos, eram sociedades empresariais de fachada. 

Simultaneamente ao agravamento da pandemia provocada pelo coronavírus, o núcleo empresarial passou a ocupar, cada vez mais, postos chaves nos serviços públicos prestados pela Secretaria Municipal de Saúde e Empresa Cuiabana de Saúde Pública, assumindo a condição de um dos principais fornecedores da Prefeitura de Cuiabá, com pagamentos ao grupo que superam R$ 100 milhões entre os anos de 2019 a 2021. 


 
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