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Sábado, 25 de setembro de 2021

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ESTILO BOLSONARO

Júlio levanta suspeita sobre credibilidade das urnas eletrônicas, ataca TSE e defende voto impresso

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Júlio levanta suspeita sobre credibilidade das urnas eletrônicas, ataca TSE e defende voto impresso
Assim como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-deputado federal Júlio Campos (DEM) levantou suspeita sobre a confiabilidade da urna eletrônica. Mesmo sem provas, o político afirma que o equipamento é um “perigo”. Por isso, defende o voto impresso.

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“Por que esconder o voto e não ter a conferência ali na hora? É uma necessidade. Já passei por urna eletrônica e sei o que ela é. É um perigo que ninguém discute”, afirmou.

O democrata ainda avaliou como “covardia” o fato de os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido por Luís Roberto Barroso, refutarem a implantação do voto impresso. “E qual o motivo para essa covardia dos ministros do TSE não quererem usar o voto impresso. Algo há de estranho. Sempre tem uma suspeiçãozinho. Pra quem entende de computador (...)”.

Júlio já passou por algumas eleições com urna eletrônica. Em 1998, dois anos depois do lançamento do equipamento , foi derrotado por Dante de Oliveira (já falecido) ao Governo de Mato Grosso. Em 2002 tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas (TCE-MT), mas ficou na função só até dezembro 2007, quando se aposentou.

Em 2008, foi novamente derrotado, desta vez na disputa contra Murilo Domingos (já falecido) pela Prefeitura de Várzea Grande. No período pós-urna eletrônica, só conheceu a vitória em 2010, pleito em que foi eleito deputado federal, com 72.560 votos.

Desde 2015, quando terminou seu mandato na Câmara Federal, Júlio esteve longe das campanhas. Voltou no ano passado, na vaga de primeiro suplente de Nilson Leitão (PSDB), que tentou vaga no Senado, mas terminou em quarto lugar na eleição suplementar.

Voto impresso

A última tentativa de introduzir o voto impresso foi em 2015, quando Bolsonaro apresentou como uma emenda à minirreforma eleitoral feita naquele ano. O Congresso aprovou, mas a medida acabou sendo considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018, já que criaria situações em que falhas na impressora ou até um sequenciamento de cédulas permitiria identificar em quem determinado eleitor votou.

Agora, Bolsonaro luta pela aprovação de uma emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada Bia Kicis (PSL-DF). Caso aprovada, a matéria retoma a ideia de que impressoras sejam acopladas à urna eletrônica, com um recipiente lacrado e transparente onde esses votos seriam armazenados.
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