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Segunda-feira, 18 de outubro de 2021

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Partido declarou oposição

Presidente do PSDB diz que Bolsonaro mostrou despreparo para o cargo, mas é contra impeachment

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Presidente do PSDB diz que Bolsonaro mostrou despreparo para o cargo, mas é contra impeachment
O presidente estadual do PSDB em Mato Grosso, deputado estadual Carlos Avallone, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mostrou seu total despreparo para o cargo, além do viés golpista, durante os discursos no sete de setembro. O parlamentar, no entanto, se posicionou contra o processo de impeachment, o que considera lento e desgastante para o Brasil. Avallone ainda avaliou que as manifestações foram democráticas, mas o presidente ‘destoou’ de seus próprios apoiadores.

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“A manifestação foi democrática, tinha muita gente na rua. Estou em São Paulo voltando hoje e fiquei hospedado próximo dali da Avenida Paulista, vi muita gente se deslocando, indo, e isso é bonito, as pessoas falarem em política, em patriotismo. A fala do presidente foi destoante. Ele mostrou mais uma vez seu despreparo para o cargo, mostrou que não está preparado para ser presidente do país, e que já está causando um grande problema para todos nós. Espero que nossas lideranças maiores tenham um discernimento para poder tomar o melhor caminho, para que não permita nenhum tipo de ruptura, o país não merece isso”, disparou Avallone ao Olhar Direto.

A executiva nacional do PSDB anunciou, nesta quarta-feira (8), a oposição oficial ao governo Bolsonaro e o início das discussões acerca da prática de crimes de responsabilidade pelo presidente. “O PSDB repudia as atitudes antidemocráticas e irresponsáveis adotadas pelo presidente da República em manifestações pelo Dia da Independência. Ao mesmo tempo, conclama as forças de centro para que se unam numa postura de oposição a este projeto autoritário de poder; e para evitar a volta do modelo político econômico petista também responsável pela profunda crise que enfrentamos. O PSDB também se alinha à indignação de todos aqueles que têm na democracia, na defesa das instituições e no respeito à liberdade o seu maior compromisso”, diz trecho da nota do partido.

Pessoalmente, Avallone não acredita que o impeachment seja o melhor caminho, e confia em tirar Bolsonaro do poder no voto. O deputado, inclusive, conta que votou no presidente, mas ‘jamais’ voltaria a fazê-lo (mas que também não votaria no PT). “Acho até que ele nem quer disputar as eleições. A demonstração dele ontem na fala dele, quando ele diz ‘eu só tenho três alternativas, ser preso, morrer ou ganhar as eleições’, quer dizer, não tem a alternativa de perder as eleições. Então morrer, não vejo como, não tem espaço para isso, seria suicídio e ele não tem cara de suicida. Prisão, não sei se é o caminho, me parece que não é o problema, e aí ele fala que só se ganhar, então não me parece que ele queira disputar as eleições. Quando ele fala que ele foi eleito pelas urnas eletrônicas, mas ele não aceita as urnas eletrônicas. São posições antidemocráticas que assustam um democrata. Assustam muito”, lamentou.

Apesar das críticas ao presidente, Avallone reconhece o poder que ele ainda tem de levar seus apoiadores às ruas, em número significativo, e afirma que estes merecem respeito. “Foram para a rua democraticamente, sem bagunça, sem apelação, e merecem ser ouvidos. Toda democracia merece ouvir todos os lados, mesmo que você não concorde, mas ela tem que ser respeitada. Ele [Bolsonaro], eu acho que não respeita nem os próprios seguidores deles”, completou.
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