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Segunda-feira, 25 de outubro de 2021

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Juca critica nome de ferrovia e pede que Assembleia atue para manter homenagem a senador Vicente Vuolo

Foto: Assessoria

Juca critica nome de ferrovia e pede que Assembleia atue para manter homenagem a senador Vicente Vuolo
O presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná (MDB), foi mais um a engrossar o coro contra a escolha do nome da ferrovia estadual, que teve contrato assinado com a Rumo Logística S/A nesta segunda-feira (20). Assim como o prefeito Emanuel Pinheiro, o emedebista defende que os trilhos levem o nome do senador Vicente Vuolo, falecido em 2001.

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Durante sessão nesta terça-feira (21), o parlamentar ponderou que Olacyr de Moraes, que dá nome ao modal, tem grande contribuição para o agronegócio do estado e país, mas que Vuolo é reconhecidamente o pai da ferrovia.

“Foi um grande empresário, mas a biografia do ex-senador Vicente Vuolo precisa ser preservada. Desde criança eu ouço falar de ferrovia e de Vuolo. Tem uma trajetória. Foi um cuiabano ilustre, ex-prefeito, senador (...) temos que preservar a história dos grandes homens”, afirmou.

Juca pediu, então, que a Assembleia Legislativa busque manter a homenagem à Vuolo. Lembrou que uma lei estadual de autoria do deputado Wilson Santos (PSDB) e sancionada pelo ex-governador Dante de Oliveira (já falecido) em 1998, determina que qualquer trecho da Ferronorte que corte Mato Grosso leve o nome do senador.

“Peço aos 24 deputados, principalmente da Baixada Cuiabana, que não deixem isso acontecer. Faço um pedido à Assembleia, para preservar a história dos nosso mato-grossenses ilustre. Vuolo é grande pai da ferrovia em Mato Grosso”, pontuou.

O modal

A Ferrovia de Transporte Autorizada Olacyr de Moraes (Fato) vai interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, e que vão se conectar à malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP). O investimento estimado para implantação da ferrovia é de R$ 11,2 bilhões.

Falecido aos 84 anos, em 2015, Olacyr já foi o maior produtor individual de soja do mundo, o que o tornou conhecido como "Rei da Soja". Foi pioneiro deste cultivo na região de cerrado e dono da Fazenda Itamarati onde, dentre outras pesquisas, foram desenvolvidas variedades de cultivos, como o algodão ITA-90, que tornou o Brasil exportador do produto, isso tudo em Mato Grosso, na região de Diamantino. Foi também produtor de cana de açúcar e etanol.

Já Vuolo morreu em 2001, aos 71 anos, vítima de pneumonia. Em sua carreira política, foi prefeito de Cuiabá, deputado federal e senador. Em 1975, quando estava na Câmara Federal, oVuolo apresentou projeto de lei para a inclusão no Plano Nacional de Viação a ligação entre São Paulo e Cuiabá. O traçado da nova ferrovia partiria de Rubinéia (SP),passando por Aparecida do Taboado, Rondonópolis e chegaria a Cuiabá.

Em 19 de maio de 1989, foi assinado contrato de concessão para a construção e operação da ferrovia por 90 anos, com a empresa Ferronorte S.A., criada por Olacyr.

Em 1991, após inúmeros adiamentos, foram iniciadas as obras do trecho Santa Fé do Sul (SP) - Alto Araguaia (MT). Estas foram concluídas em 1998, quando o trecho passou a entrar em operação. Em 2013, os trilhos chegaram à Rondonópolis.

Foi criada em julho de 1998, a holding Ferropasa, empresa que controlava as ferrovias Ferronorte e Novoeste. Em novembro de 1998 a Ferropasa, fez parte do grupo vencedor do leilão da Malha Paulista (ex-Fepasa), que passou a ser denominada Ferroban. Posteriormente foi criada a holding Brasil Ferrovias, que congregava a operação da Ferrovia Novoeste S.A., Ferronorte S.A. e Ferrovia Bandeirantes S.A..

Em 2006 o controle do Grupo Brasil Ferrovias foi assumido pela América Latina Logística e a Ferronorte passa a ser nomeada como América Latina Logística Malha Norte S.A. Em abril de 2015, a América Latina Logística foi adquirida pela empresa Rumo Logística e o trecho passou a ser chamado Rumo Malha Norte S.A..
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