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Bustamante diz que Estado quer acabar com superlotação de penitenciárias até 2022: “uma cama por preso”

19 Nov 2021 - 14:00

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Bustamante diz que Estado quer acabar com superlotação de penitenciárias até 2022: “uma cama por preso”
O secretário de Estado de Saúde Alexandre Bustamante afirmou que o Governo do Estado quer zerar a superlotação nas penitenciárias de Mato Grosso até o mês de julho de 2022. Segundo ele, atualmente há um déficit de cerca de quatro mil vagas no sistema penitenciário do estado.

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Atualmente, de acordo com Bustamante, o Estado está em fase de finalização da unidade penitenciária de Peixoto de Azevedo, deve entrar em breve com processo licitatório de Barra do Garças, e está terminando a reforma interna da Penitenciária Central do Estado (PCE), com perspectiva de entregar em dezembro mais dois raios, além da reforma em todas as unidades de Mato Grosso.

“A ideia é zerar a superlotação do estado de Mato Grosso. Dentro da proposta do plano de governo são quatro mil novas vagas e a gente pretende até o meio do ano que vem abrir essas quatro mil novas vagas”, explicou o secretário.

Em todo o estado, ainda segundo o secretário, há 11.500 presos e 8.700 vagas. Em 2019, no entanto, o déficit era de 6.500 vagas, o que mostra que em dois anos ele já caiu em dois mil. “Ano que vem, quando chegar em julho, vai ficar um preso por cama”, prometeu.

“Não está superlotado [se] comparado com o resto do Brasil, mas tem uma lotação porque nós estamos destruindo alguns raios, construindo os novos, então teve que realmente acomodar o pessoal direito. E a gente está terminando da Várzea Grande onde vamos colocar mais reeducandos lá para poder cumprir a sua pena lá”, afirmou Bustamante.

Além da diminuição no déficit de vagas, outra questão levada em conta pelo Estado é na oferta de trabalho. “Estamos dando oportunidade a todos os reeducandos que querem trabalhar. Não só nas dentro das obras do sistema prisional, mas como também nas Prefeituras, nas empresas privadas, nas prestadoras de serviço. A realidade é que nunca se ofertou tanta mão de obra de reeducando, oportunizando a ele a capacidade de se ressocializar”, garantiu o secretário.
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