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Segunda-feira, 16 de maio de 2022

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​CRESCIMENTO DE 27%

Pesquisa aponta que MT é o 3º Estado do Brasil que mais desmatou a Amazônia no último ano

Foto: Reprodução / Ilustração

Pesquisa aponta que MT é o 3º Estado do Brasil que mais desmatou a Amazônia no último ano
Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apresentados nesta terça-feira (30) em uma audiência extra-judicial realizada no Ministério Público de Mato Grosso, apontou que nosso Estado é o terceiro do Brasil que mais desmatou a Amazônia no último ano. O procurador de Justiça Luiz Alberto Scaloppe, da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística, pediu a elaboração de uma lista com os dados das 184 propriedades responsáveis por 1/3 de todo o desmatamento. A maioria ocorre em imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
 
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Os dados do Prodes compreendem o período de agosto de 2020 a julho de 2021. Na audiência realizada hoje eles foram apresentados pela coordenadora do Programa de Transparência Ambiental do Instituto Centro de Vida (ICV), Ana Paula Valdiones, que também é membro do Observatório Socioambiental de Mato Grosso (Observa-MT).
 
Mato Grosso registrou um salto de 27,2% de desmatamento na Amazônia, com um total de 2,2 mil km² derrubados. Trata-se da maior taxa registrada nos últimos 13 anos no bioma no estado. É o terceiro ano consecutivo de aumento nos índices. O número posiciona o estado como responsável por 17,1% do total de desmatamento detectado no bioma no país. A segunda maior área desmatada estava dentro de uma terra indígena, a TI Piripkura, que tem sofrido intensos conflitos fundiários.
 
Além disso, os dados apontaram que 59% do desmatamento na Amazônia em Mato Grosso ocorreu em imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Uma característica do desmatamento da Amazônia em nosso Estado é que ele é extremamente concentrado. Apenas dez municípios responderam por 60% de todo o desmatamento mapeado. Eles estão localizados nas regiões noroeste e norte do estado, sendo Colniza o município com a maior área desmatada. O levantamento ainda mostrou que 1/3 do desmatamento ocorreu em 184 imóveis rurais.
 
O combate ao desmatamento aumentou em Mato Grosso. Foi observado que o número dos embargos e autuações lavrados pelo Estado tem aumentado. No entanto, o desmatamento também aumentou. Uma das causas consideradas é a redução da atuação dos órgãos federais, como o Ibama, que teve queda no número de autos de infração emitidos.
 
Durante a audiência o procurador de Justiça Luiz Alberto Scaloppe pediu a elaboração de uma lista com os dados das 184 propriedades responsáveis por 1/3 de todo o desmatamento, para que sejam responsabilizadas. Ele avaliou que três fatores são responsáveis pelo cenário atual.
 
O procurador disse que a ação do homem é responsável por grandes problemas ambientais. Falou também sobre o caos social deste último ano, que persiste em decorrência da falta de vacinação nos países mais pobres. “Os países ricos com sua possibilidade de vacinar, acharam que o continente africano não estava no planeta”, disse. O membro do MP ainda culpou a crise política de nosso país pelo aumento no desmatamento.
 
“Os esforços do estado, temos que reconhecer, são muitos, mas temos que reconhecer também que o desmatamento aumentou [...] esse crescimento, acho que é muito próprio desse caos político que estamos vivendo, visto esta operação ilegal de garimpeiros que vimos recentemente”.
 
Na audiência ainda foram discutidas algumas possíveis soluções para este problema, e também foram firmadas novas parcerias.
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