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namorada pediu aumento

Emanuel diz que ‘Canhão’ é apelido de presidente de bairro e MP induziu judiciário ao erro

01 Dez 2021 - 10:20

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Airton Marques

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Emanuel diz que ‘Canhão’ é apelido de presidente de bairro e MP induziu judiciário ao erro
Uma das informações repassadas pelo Ministério Público, de que as contratações temporárias na Prefeitura de Cuiabá eram um “canhão político” para compra de apoio de vereadores, foi rebatida pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (1). Ele explicou que ‘Canhão’ é, na verdade, o apelido do presidente do bairro Alameda, em Várzea Grande, e que a namorada dele havia pedido um aumento no prêmio-saúde. Para identificar quem era, algum secretário escreveu ‘Canhão’ no ofício. Para Emanuel, o MP induziu o judiciário ao erro com essa declaração, feita por meio de delação do ex-secretário de saúde Huark Douglas Correia.

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“Canhão”, como é conhecido, é Emanuel Leite Gonçalo, de 69 anos, presidente do bairro Alameda em Várzea Grande. A namorada dele, segundo o prefeito Emanuel Pinheiro, passou em um processo seletivo para a saúde de Cuiabá, e pediu um aumento.

“Ela entrou com um pedido para mim, que eu nem despachei - eu nem vi esse pedido. Fui ver agora no processo, não tem nem despachado - pedindo para aumentar o prêmio [saíde] dela. E em cima, não sei quem escreve um escreveu ‘Canhão’. Para identificar que era namorada do Canhão. Nem sabia quem está pedindo, que também não é crime nenhum. Ah... está aí o “Canhão Político”. Virou canhão. Está aí, prova concreta do crime”, disse o prefeito, ironizando. “Tudo que é está escrito canhão é a prova daquilo que o ex-secretário levianamente, irresponsavelmente, maldosamente, safadamente e inescrupulosamente falou.  É esse o canhão político”, completou.

Em sua delação, Huarckdisse que durante o período de sua gestão, a Secretaria de Saúde de Cuiabá teria contratado mais de 250 servidores temporários, cuja contratação, em sua maioria, teria sido realizada para atender interesses políticos do prefeito de Cuiabá. O próprio Emanuel Pinheiro, segundo Huark, teria dito ao acordante que as referidas contratações seriam um “canhão politico”, que eram levadas a cabo por indicação política, principalmente de vereadores, e visavam retribuir ou comprar apoio. O ex-secretário esclareceu, também, que muitas contratações eram realizadas sem necessidade e envolviam pessoas que não tinham formação profissional para o cargo que desempenhavam, causando prejuízo ao erário.

De volta ao cargo, Emanuel rebateu as acusações. Segundo ele, o Ministério Público levou o judiciário ao erro. “[Esse era o] popularmente conhecido como Canhão, presidente há décadas do bairro Alameda da Várzea Grande. Não sei que apoio que eu queria ter na Câmara de Várzea Grande, se eu sou prefeito de Cuiabá”, afirmou. “E esse canhão ganhou conotação de código por emprego na investigação do MPE. Só para vocês terem uma ideia, igual essa aqui tem vários, eu vou mostrar só alguns”.

Nesta quarta-feira (1), Emanuel se apresentou pela primeira vez à imprensa de maneira formal, em uma coletiva realizada na Secretaria Municipal de Educação. Ele apresentou um “power point” rebatendo as acusações do Ministério Público Estadual (MPE) e disse que é “o homem mais injustiçado” de Mato Grosso.
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