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Domingo, 23 de janeiro de 2022

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'Sararé'

Dois homens morrem em garimpo ilegal dentro terra indígena que já teve 1,5 mil hectares destruídos pela mineração

Foto: Secom-MT

Dois homens morrem em garimpo ilegal dentro terra indígena que já teve 1,5 mil hectares destruídos pela mineração
Dois homens morreram no último fim de semana no garimpo ilegal que ocorre dentro da Terra Indígena Sararé, localizada no município de Pontes e Lacerda (443 km de Cuiabá). A região é alvo recorrente da prática criminosa e já teve cerca de 1,5 mil hectares destruídos pela mineração, o que também equivale a cerca de 1,9 mil campos de futebol. 

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De acordo com a Polícia Civil, o primeiro caso se tratou de um homicídio, que aconteceu no domingo (28). O episódio foi registrado por volta de 23h08. Naquele dia, a vítima, identificada como R. S., de 29 anos, foi encontrada atingida por disparos de arma de fogo, já sem vida, próximo a uma ponte da Gleba Sararé./

O segundo caso, por sua vez, consistiu no encontro de um cadáver, por volta das 23h desta segunda-feira (29). A vítima, identificada como S. M. S., tinha 31 anos e foi encontrada soterrada por uma barranco dentro do garimpo. O homem deu entrada em uma unidade de saúde, porém, não resistiu e foi a óbito. . 

Imagem do corpo de um dos homens mortos. (Foto: Reprodução/TV Centro Oeste)

A Polícia Civil esteve no local onde ambas as vítimas foram encontradas. Neste momento, a corporação realiza os procedimentos de investigação das ocorrências. 

Ordem de desocupação do garimpo

De acordo com a Polícia Federal, a área destruída pelo garimpo ilegal dentro da TI Sararé equivale a aproximadamente 1,5 mil hectares, o que também equivale a aproximadamente 1,9 mil campos de futebol. Por ser um lugar onde a prática é constantemente retomada, operações contínuas ocorrem na área até a completa desocupação da TI.

No dia 12 de maio deste ano, por exemplo, a Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Exército Brasileiro, deflagrou a segunda fase da Operação Alfeu  e desarticulou garimpo. A ação foi realizada após determinação da 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Cáceres.

Na ação conjunta, 50 policiais federais e 110 militares do Exército realizaram a operação utilizando o apoio de helicópteros, drones e imagens de satélites. Equipe da PF especializada em explosivos ajudou na destruição do maquinário usado no garimpo pelos criminosos.

A região, porém, continua sendo alvo da degradação mineral. Através de imagens de satélite a PF constata que Terra Indígena continua sendo explorada, necessitando assim, novas intervenções policiais no local com frequencia.
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