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Sábado, 21 de maio de 2022

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Impasse entre PT e PSB em MT fica à margem de debate nacional sobre federação; deputados daqui são contra união

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Impasse entre PT e PSB em MT fica à margem de debate nacional sobre federação; deputados daqui são contra união
Após reunião em Brasília nesta quinta-feira (20), os presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, e do PSB, Carlos Siqueira, decidiram pedir prazo maior ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para decidir acerca da formação de ‘federação’. Na conversa, no entanto, já houve entendimento sobre qual partido ficaria com a candidatura ao Governo no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pernambuco (PSB) e na Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte (PT). Em Mato Grosso, no entanto, as siglas estão em pontas contrárias e nenhum diálogo foi iniciado.

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Vale lembrar que a decisão pela federação é vertical, ou seja, os estados devem seguir os diretórios nacionais.
Segundo matéria de Eduardo Gonçalves d’O Globo, o grande impasse para a federação seria o governo de São Paulo. Enquanto o PT quer que o candidato seja Fernando Haddad, o PSB quer lançar Márcio França. Segundo o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), em Mato Grosso o “problema” pode ser ainda maior, e as conversas nem começaram.

“Há um problema adicional que é o fato de o PT estar num campo de oposição a quem governa Mato Grosso, e o PSB fazer parte da base do atual Governo do Estado. É por isso que eu tenho defendido com uma certa insistência que a gente já busque construir pré-candidaturas tanto ao governo quanto ao Senado, além das nossas chapas de federais e estaduais, para que a gente já vá ocupando espaço político legítimo de construção de um palanque para o Lula, e para que a gente já inicie um debate sobre um programa de governo alternativo ao programa do atual governador”, afirmou o parlamentar.

Segundo o deputado, nem PT nem PSB têm pré-candidaturas ao governo, e provavelmente por este motivo não participaram da mesa de diálogo em Brasília. Mas, para além disso, o diálogo no estado segue escasso.
“O PT aqui no estado não abriu ainda nenhuma agenda de diálogo com os partidos que podem estar na nossa aliança nacional. Isso independente de haver ou não federação. Agora, há uma dificuldade objetiva que é a relação com o atual governo em Mato Grosso. O PT é um partido de oposição e precisa apresentar uma candidatura que enfrente esse modelo de governo que nós temos, que não é o caso do PSB aqui em Mato Grosso, que apoia o atual governador”, completou Lúdio.

O presidente do PSB em Mato Grosso, deputado Max Russi, já se posicionou contrário à federação e afirmou que não apoiará o ex-presidente Lula (PT) em campanha para a presidência. No entanto, oficialmente, ele não fala em deixar o partido. Na reunião em Brasília, Siqueira declarou apoio do PSB à pré-candidatura do ex-presidente.

A criação das federações foi aprovada pelo Congresso Nacional neste ano. Ao contrário das coligações, neste modelo os partidos têm que atuar unidos nos quatro anos seguintes às eleições, tanto em nível federal quanto estadual e municipal. A intenção é dar ‘sobrevida’ a siglas pequenas. Após a aprovação, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), validou a lei que cria as federações partidárias. Ele fixou um prazo de seis meses antes da eleição para que os partidos decidam e oficializem suas uniões.

Lúdio também é contrário à possibilidade. "É um tema que quando o TSE aprovou aquela resolução produziu um debate bem aquecido, mas é uma pauta que na minha opinião deu uma esfriada nas últimas semanas. Por conta das dificuldades de articulação nos estados. E a federação só teria sentido se fosse resultado de um debate programático ao longo do tempo, e não como necessidade para as eleições em função do fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais. Uma aliança nacional de partidos de esquerda, centro-esquerda e até de centro para apoiar a candidatura do Lula é muito positiva e importante. Mas isso se reproduzir na forma de federação partidária apenas por conveniência eleitoral é ruim, especialmente nos estados", afirmou o deputado.
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