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Segunda-feira, 16 de maio de 2022

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​IRÁ RECORRER

Soldado demitido acusado de beber e dirigir contesta versão da PM e alega estar sofrendo perseguição

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Soldado demitido acusado de beber e dirigir contesta versão da PM e alega estar sofrendo perseguição
O ex-soldado PM Reidson Francisco Abrão Pereira, que foi demitido acusado de infringir valores éticos, morais, deveres e obrigações da Polícia Militar, rebateu as acusações feitas e afirmou que é perseguido dentro da instituição. Por meio de nota, a PM afirmou que Reidson foi flagrado ingerindo bebida alcoólica e portando arma de fogo quando estava de atestado médico, portanto, impedido de fazer isso. No entanto, na decisão, sobre a demissão, publicada no Boletim do Comando Geral da PM, não consta qualquer citação a consumo de bebida alcoólica ou porte de arma de fogo na ocasião.

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A demissão de Reidson foi publicada no Diário Oficial do Estado da última terça-feira (25). O ex-militar afirmou que irá recorrer contra a decisão na Justiça. Ao Olhar Direto ele relatou que em 2017 seu pai foi assassinado e desde então ele começou a sofrer com depressão. Ele iniciou tratamento e assim obteve os atestados médicos.

Reidson disse que, no dia do fato, foi socializar, seguindo orientação médica. Ele estava há cerca de um ano de atestado. Ele afirma que ao invés de ser amparado, ou receber apoio, por parte da instituição, foi perseguido.

A solução do Conselho de Disciplina (CD), sobre a demissão do ex-soldado, foi publicada no Boletim do Comando Geral do dia 5 de novembro de 2021. Uma sindicância foi instaurada para apurar supostos desvios de conduta praticados por Reidson em 12 de janeiro de 2019, em Rondonópolis, em uma conveniência. Conforme consta no documento, Reidson teria ido embora do estabelecimento de carro e foi abordado por um policial militar. Por estar de licença médica ele estava impedido de dirigir veículo automotor, portar arma de fogo, ingerir bebida alcoólica, além de outras atividades

"No dia dos fatos, o disciplinado fora avistado pelo Cap PM Heryk De Deus Pereira, frequentando o mencionado estabelecimento comercial e, ao avistar o Oficial PM virou-se de costa a fim de evitar que fosse visto, em seguida saiu do local dirigindo um veículo automotor. Por conseguinte, foi abordado pela Gu PM sendo constatado que o policial infringiu o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, assim, foram confeccionados os autos de infrações de trânsito nº 0000948547 (conduzir o veículo registrado que não esteja devidamente licenciado) e n° 0000948548 (dirigir veículo sem possuir CNH ou permissão para dirigir)".

O Conselho de Disciplina, apesar das provas de que Reidson estava dirigindo, entendeu, de forma unânime, que ele não era culpado das acusações. Por meio de nota ao Olhar Direto a Polícia Militar havia afirmado que o ex-soldado "foi flagrado, no ano de 2019, por uma guarnição da Polícia Militar, ingerindo bebida alcoólica, portando arma de fogo em um estabelecimento comercial do município". No entanto, na decisão publicada no boletim não há citação a bebidas ou que Reidson estivesse armado, pelo contrário.

"Ao aproximar novamente [do estabelecimento] verificou-se que o Sd PM Reidson Francisco Abrão Pereira estava saindo com seu veículo, momento em que foi realizado a solicitação de parada sendo de pronto obedecida. Foi determinado que ele descesse do veículo e realizado o Procedimento operacional Padrão em relação a abordagem de veículos e sobre as questões de trânsito. Por fim, por ser policial militar, por estar desarmado e não ter conseguido entrar em contado em nenhum familiar, foi dado o apoio até a residência do ora disciplinado".

O ex-soldado afirmou que há tempos vem sofrendo perseguição dentro da instituição. Ele contou que chegou a ser acusado de estupro. Segundo Reidson a vítima do estupro teria ido ao batalhão e dito que ele seria o autor do crime. O ex-militar afirma que não conhece a mulher. O real autor do estupro acabou sendo preso depois, Marcos Silva Perinete, mas antes disso Reidson chegou a responder uma sindicância investigatória pelo crime. Ele contou que alguns superiores seus já o tratavam como estuprador. O ex-soldado disse que foi feito de bode expiatório e que alguém falou para a mulher ir ao batalhão acusá-lo.

Ao Olhar Direto a PM afirmou apenas que "nota enviada foi fornecida pela Corregedoria-Geral da PM e foi construída em cima do que está nos autos do processo".
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