Olhar Direto

Quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Notícias | Ciência & Saúde

quase 20 mil óbitos

Médico explica sinais de alerta do AVC após mortes deste ano superar o total de 2021

Foto: Assessoria / Complexo Hospitalar Cuiabá

Médico explica sinais de alerta do AVC após mortes deste ano superar o total de 2021
Quase vinte mil brasileiros morreram vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) somente nos primeiros anos de 2022. Mesmo longe do fim, o ano superou já superou em 18% o total de registros em 2021. Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil. Nesse cenário, o neurocirurgião do Complexo Hospitalar Cuiabá, Felipe Guardini, explica os sinais de alerta sobre a doença.

Leia também:
Capivaras ganham faixa de pedestre 'exclusiva' em cidade de Mato Grosso

“Para se ter noção, ela mata mais que o HIV, tuberculose, malária e Gripe A juntos. Então, requer a atenção sobre cuidados que temos que ter com a nossa saúde e sobre os sintomas de alerta”, pontua Guardini. De acordo com o neurocirurgião, a cada 5 minutos ocorre uma morte por AVC e anualmente são registrados 5.7 milhões de casos, o que compreende cerca de 10% do total de mortes no mundo. 

Ainda conforme o médico, quando ocorre, o AVC pode afetar uma ou mais áreas do cérebro, e exige tratamento imediato que pode amenizar ou reverter o quadro. Por isso, a importância do esclarecimento sobre os sinais que indicam a manifestação da doença.

“Os primeiros sinais são a perda de força no braço ou perna, alteração na mímica facial (a famosa “boca torta”), dificuldade na fala, entre outros. Então, ao notar qualquer indício, é preciso ir em busca de auxílio médico o quanto antes”. 

São dois os tipos de AVC, sendo o isquêmico o mais frequente. Ele ocorre quando um dos vasos do sistema circulatório que fazem o suprimento do sangue e oxigênio no cérebro, fica entupido ou obstruído. Há ainda o AVC Hemorrágico, habitualmente causado pela ruptura do temido aneurisma cerebral, fazendo com que o paciente sinta uma dor de cabeça súbita, comumente dita como “a pior dor de cabeça da vida”. 

“O AVC isquêmico ocorre com maior frequência na população idosa, que são pessoas acima de 60 anos. Mas temos observado ela ocorrendo também no público jovem e mesmo em crianças. Nesses casos é sempre importante averiguar a possibilidade de existência de outros fatores que podem ter o desencadeado, como por exemplo a anemia falciforme em crianças ou doenças reumatológicas nos adultos”, pontua Guardini.

Pessoas com hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto ou fibrilação arterial devem ficar mais atentas por apresentarem maior risco de desenvolverem o AVC. Entre os fatores de prevenção, cuidados básicos com a saúde como redução de peso, prática regular de exercícios físicos, não fumar e tratar a Síndrome de Apneia do Sono. Além disso, é importante fazer o acompanhamento médico de forma regular. 

Tratamento 

De acordo com o neurocirurgião Felipe Guardini, as consequências do AVC dependem da parte do cérebro que foi afetada, bem como do tamanho da lesão. Alteração da visão, confusão mental, dor de cabeça muito forte, fraqueza ou formigamento na face, são sinais de alerta máximo e que indicam a necessidade procurar por acompanhamento especializado o quanto antes. 

“Se houver rapidez no atendimento, dependendo do tipo de AVC o quadro pode ser revertido”, esclarece o especialista. Em cerca de 4.5 horas após o início dos sintomas, o trombolítico, medicação que dissolve o coágulo, pode ser dado a pacientes do AVC isquêmico, diminuindo as chances de sequela. Se houver trombos grandes em uma artéria cerebral, há a possibilidade de realização da retirada do trombo por cateterismo cerebral”, finalizando que é possível preveni-lo com exames de imagem, laboratorial e mudanças dos hábitos de vida.
Entre em nosso grupo de WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet
x