Olhar Direto

Domingo, 03 de julho de 2022

Notícias | Cidades

caso de polícia

Grileiros ateiam fogo em sede de associação extrativista em Colniza

Foto: Reprodução

Grileiros ateiam fogo em sede de associação extrativista em Colniza
A sede administrativa e barracão de armazenamento de castanhas da Associação dos Agroextrativistas e Seringueiros da Reserva Estadual Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt, localizados na Comunidade São Lázaro, Colniza (1.036 km de Cuiabá), foram atingidas por fogo em um incêndio criminoso na madrugada desta quarta-feira (18).

Leia também:
Pastor de Cuiabá é preso por estuprar quatro vítimas durante oração

No início da manhã, lideranças da associação encontraram o local em chamas, que atingiram paredes e um carro. Um galão com líquido inflamável e pedaços de algodão estavam próximos ao local.
 
Conforme informações da assessoria de imprensa, os danos e prejuízos só não foram maiores porque, quando as lideranças chegaram ao local, o fogo ainda não tinha se alastrado. Embora o galpão estivesse sem estoque de castanhas, no local estão instalados equipamentos como secador e qualificador, usados na preparação da produção.


 
A região tem sido alvo de ações de fiscalização realizadas pelo Ibapa e pelo ICMBio, para combater e coibir o desmatamento ilegal, a grilagem e a comercialização de terras dentro das unidades de conservação.
 
A Resex Guariba-Roosevelt é a única reserva extrativista do estado do Mato Grosso.
 
O material encontrado no local foi encaminhado para perícia e Associação informou que irá registrar um boletim de ocorrência.

Histórico de ocupação

Há mais de século a comunidade atacada ocupa o território da Resex Guariba-Roosevelt, onde também tira seu sustento a partir do manejo dos produtos florestais não madeireiros, tais como, a Castanha do Brasil (60 a 80 toneladas/safra), óleo de copaíba (4 a 5 mil litros/ano), borracha natural extrativa (15 a 20 toneladas/ano), produção de farinha (6 a 8 toneladas/ano) agricultura, caça e a pesca de subsistência. Atualmente são mais de 70 famílias que ocupam esta área, totalizando cerca de 300 pessoas.

“Ao longo de 24 anos de criação da Resex, vivenciamos ano a ano o avanço do desmatamento, as invasões e os desmontes realizados pelo executivo e legislativo do Estado de Mato Grosso. Distante da consolidação desta área, a comunidade observa os poucos avanços alcançados nessas duas décadas com apoio de parceiros e em algumas vezes sobre prerrogativa judicial”, afirmou Ailton Pereira dos Santos, Presidente da AMORARR.
Entre em nosso grupo de WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet