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Garcia afirma que CPIs ‘não dão em nada’ e se diz contrário à da Petrobras e à do MEC

03 Jul 2022 - 07:10

Da Redação - Isabela Mercuri / Do Local - Airton Marques

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Garcia afirma que CPIs ‘não dão em nada’ e se diz contrário à da Petrobras e à do MEC
O senador Fábio Garcia (UNIÃO), que nas últimas semanas tem se aproximado do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do bolsonarismo, afirmou ser contrário à instauração das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) do MEC e da Petrobras. Segundo ele, CPIs “normalmente não dão em nada” e neste momento a tendência é que sejam conduzidas como “palanque eleitoral”.

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“Estamos num momento pré-eleitoral. CPIs normalmente já não dão em nada na sua maioria. Em momento pré-eleitoral, ainda a tendência é disso se conduzido como um palanque eleitoral, e essa questão da educação já está sendo tratada pelos órgãos fiscalizadores e pela justiça no Brasil”, argumentou o senador. “O Congresso tem muito desafio pela frente, deixa a justiça cuidar dessa questão da corrupção no Ministério da Educação e o Congresso que cuide, na verdade de melhorar a vida dos brasileiros”, completou.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou na última quarta-feira (29) que decidiria sobre a abertura da CPI do MEC após ouvir a opinião dos líderes partidários. Uma reunião está marcada para a próxima terça-feira (5).

O requerimento para que a CPI fosse realizada foi iniciado em abril, mas depois que o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi preso, ele ganhou forças e conseguiu todas as assinaturas necessárias.
Outra CPI em discussão é a da Petrobras. Esta, que é defendida por aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), pretende investigar o aumento dos preços dos combustíveis e buscar irregularidades na estatal. Neste caso, há 139 assinaturas, sendo que são necessárias 171.

Garcia também se disse contrário a esta comissão, mas defendeu que é necessário “se debruçar” na questão da Petrobras. Para ele, a solução estaria em acabar com o monopólio da estatal e abrir o mercado. “A Petrobras se utiliza de sua posição monopolista, já que ela tem o monopólio principalmente da questão do refino, portanto há uma competição muito baixa no setor de combustível, ela se aproveita dessa posição monopolista para poder lucrar absurdamente. Portanto eu considero um absurdo essa questão da Petrobras. Agora, infelizmente o Brasil ao longo dos anos deixou que a Petrobras ocupasse uma posição monopolista e permitisse ela fazer isso com o preço dos combustíveis”, afirmou.
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