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Quinta-feira, 11 de agosto de 2022

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Paccola nega arrependimento por morte de agente e afirma que agiria da mesma forma

Foto: Assessoria

Paccola nega arrependimento por morte de agente e afirma que agiria da mesma forma
Livre do afastamento na Câmara de Cuiabá, o vereador Tenente Coronel Paccola (Republicanos) negou sentimento de arrependimento pelo assassinato do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, 41 anos. Garante que manteria a mesma conduta tida no dia 1º de julho, caso se volte a se deparar com situação similar.

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“A atitude será a mesma. Sempre estou à disposição da sociedade e com juramento de servir e proteger, mesmo que minha vida esteja em risco. Farei isso enquanto estiver vivo”, afirmou, em conversa com a imprensa logo após aprovação do parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) que levantou a improcedência do pedido de seu afastamento imediato.

Paccola se tornou réu e perdeu direito ao porte de arma por decisão do juiz Flávio Miraglia, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. Foi denunciado por homicídio qualificado, mediante utilização de recurso que impossibilitou a defesa de Alexandre e por motivo torpe.

O parlamentar, no entanto, garante que agiu para defender a vida da companheira de Alexandre e de outras pessoas que estavam na distribuidora no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.

Ao ser questionado sobre algum arrependimento pelo assassinato, Paccola disse que se sente apenas entristecido. “É um colega que assim como eu deveria cumprir e fazer cumprir a lei. O teste de alcoolemia apresentou índices próximos ao coma alcóolico. Esteva extremamente embriagado, portando arma de fogo. A própria Janaina declarou que ele tinha mania de demonstrar que estava armado quando bebia. Então, vejo que é uma fatalidade”.

“Muito entristecido por me envolver em uma situação em que alguém, infelizmente, por irresponsabilidade, misturou álcool, direção e arma de fogo”, completou, culpabilizando Alexandre pelo próprio assassinato.

Alvo de processo disciplinar na Comissão de Ética que pode cassar seu mandato, o vereador pontua que o caso não tem relação com o mandato.

“Não tem relação com a atividade parlamentar. O parlamentar não tem direito a porte de arma, é uma prerrogativa da atividade como policial. Fiquei 20 anos na polícia e estou há um ano e meio na política. Minha cabeça é 99% de polícia e 1% como político. Em momento algum, naquele momento, eu pensei na minha atividade parlamentar”, completou.
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