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Terça-feira, 23 de julho de 2024

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Mulher que matou companheiro queimado diz que quase foi morta da mesma forma, mas ele "desistiu"

Foto: Olhar Direto

Mulher que matou companheiro queimado diz que quase foi morta da mesma forma, mas ele
Jeanne de Almeida, 22 anos, que foi presa, nesta terça-feira (7), suspeita de ter assassinado o companheiro, Deivison José da Silva, 33 anos, disse em depoimento à Polícia Civil que matou a vítima após ele dizer que gostava da ex-mulher. Na oitiva, que a reportagem teve acesso, a mulher ainda relatou que o homem tentou assassiná-la da mesma maneira nesta madrugada, mas desistiu após ter “ficado com dó” da investigada.


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A oitiva foi presidida pelo delegado Alexandre Vicente. A suspeita, que é conhecida como Jê, disse que conheceu a vítima há três meses, na cidade de Tangará da Serra (240 km de Cuiabá). Ela contou à autoridade policial que ela e a vítima resolveram morar juntos em Cuiabá para ficar mais perto da mãe dela e de suas filhas.
 
A suspeita contou que o homem era muito ciumento e sempre batia na interrogada por qualquer motivo. Janne detalhou que o homem dava tapas por todo o corpo dela e chegou a ameaçá-la com faca.
 
“Quando a vítima não bebia, até que ele era boa pessoa, mas quando bebia e usava remédio ficava muito violento”, diz trecho depoimento.
 
Ela ainda explicou que, nos últimos dias, a vítima estava ainda mais revoltada, pois uma irmã dele tinha sofrido um acidente de motocicleta e estava com morte cerebral, sendo quem nesta terça, estava programado para desligar os aparelhos que a mantinha viva.
 
Na noite de segunda-feira (6), Deivison não trabalhou, chegou em casa bêbado com um corote de pinga. Durante a noite, a vítima saiu e voltou várias vezes, atrás de drogas, inclusive crack.
 
A investigada afirmou que, em determinado horário, foi dormir no colchão e a vítima colocou fogo e trancou a porta. “Eu pedi para ele: ‘Amor! Amor! Não faz isso, não! Abra a porta!’, sendo que ele ficou com dó, abriu a porta e apagou o fogo”.
 
Após a tentativa, a vítima teria dito à suspeita que ela era apenas “um passa tempo” e que ele gostava mesmo da ex-mulher. Na sequência, ele foi dormir.
 
Jeanne disse que ficou “com ódio” e por esse motivo resolveu cometer o crime. A contou ao delegado que esperou ele dormi e fez a mesma coisa que ele tinha feito momentos antes. A investigada colocou fogo no colchão, saiu do quarto e trancou a porta.
 
A prisão
 
Após o crime, ela fugiu. No entanto, horas depois, ela foi vista por uma testemunha na região. Ela foi levado à cena do crime e presa em flagrante. Ela foi levada à sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) onde confessou o assassinato. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado no quarto.
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