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Questionado sobre polarização, Eraí sai em defesa de Lula e afirma que Brasil não precisa se submeter aos EUA

15 Ago 2025 - 09:22

Da Redação - Airton Marques / Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Olhar Direto

Questionado sobre polarização, Eraí sai em defesa de Lula e afirma que Brasil não precisa se submeter aos EUA
O empresário Eraí Maggi, sócio do Grupo Bom Futuro, defendeu nesta quinta-feira (14), em Cuiabá, que o debate político-eleitoral seja deixado para 2026 e que o momento seja de foco na gestão pública. A declaração foi feita durante evento que contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).


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“Temos metade do governo pela frente ainda. O Tarcísio tem metade do governo lá em São Paulo, o Lula está na metade do mandato. Nós temos que trabalhar, senão vamos ficar só em política. Que vá bem o Brasil, que vá bem o Tarcísio, que vá bem o Lula. Eu quero gerar emprego, quero gerar indústria”, disse.

Apoiador da reeleição de Lula em 2022 e amigo de Tarcísio desde quando ele comandava o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Eraí afirmou que a prioridade deve ser “fazer o país andar”. “Vai discutir política o ano que vem. Agora é só um ensaio. Deixa tocar esses dois anos aí que faltam. Vamos torcer para ir mal? De jeito nenhum. O Brasil tem que ir bem.”

Ao comentar a reação do governo brasileiro ao aumento de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Eraí disse que concorda com a postura de Lula e criticou o republicano. “Nós temos que nos posicionar, como o Lula se posicionou. Não temos que ficar de quatro para qualquer coisinha. Não precisamos passar por essa humilhação.”

O empresário afirmou que o Brasil tem força para negociar de igual para igual. “O Brasil tem uma bomba atômica mais forte que a deles: a comida. Temos alimento, exportamos mais que eles, temos superávit. Todo mundo precisa de alimento. Nós somos donos de nós”, disse.

Apesar da defesa de uma posição firme, Eraí ressaltou que gostaria de manter laços comerciais com os EUA. “Eu gostaria muito de estar com os Estados Unidos em todas as áreas de inteligência artificial, tecnologias. Eu teria forçado um pouco mais a conversa com o Trump, mas imagino que ele [Lula] tentou.”

Durante a conversa com jornalistas, o empresário também relembrou passagens com Tarcísio, incluindo divergências sobre obras de infraestrutura. “Ajudamos ele a ser ministro. Tivemos embates sobre a subida da ferrovia. Ele queria a Ferrogrão antes da subida da Rumo; eu sabia que aqui podia fazer mais rápido. No fim, a Rumo está subindo e a Ferrogrão virá depois. As coisas são assim.”

Erai Maggi já integrou o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável e é uma das principais lideranças do agronegócio em Mato Grosso.
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