Principal alvo da Operação Domínio Fantasma, deflagrada nesta terça-feira, o contador Eduardo Cristian Martins Corrêa do Nascimento, de 30 anos, era a “parte pensante” do esquema desmantelado pela Delegacia Especializada de Crimes Informáticos (DRCI). Além de criar as empresas, Eduardo também fazia divulgação nas redes sociais.
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Contador é preso acusado de liderar esquema milionário de fraudes eletrônicas e criação de empresas de fachada
Durante coletiva de imprensa, realizada na sede da DRCI, o delegado titular Guilherme Fachinelli deu detalhes sobre a atuação do contador, que chefiou um esquema milionário.
“Ele é a parte pensante, a parte técnica. Ele criava as empresas, colocava a cara nas redes sociais, inclusive, estamos cumprindo hoje medidas judiciais de derrubada das redes sociais dele, porque eram usadas para fazer propagandas desse serviço e, com isso, acabava atraindo mais vítimas”, afirmou o delegado.
Eduardo se apresentava no Instagram como contador digital especializado em dropshipping (modelo de comércio eletrônico no qual o vendedor não mantém estoque próprio. Em vez disso, ele atua como intermediário entre o fornecedor e o consumidor final) e iGaming (segmento de jogos de azar pela internet).
Para praticar os golpes, ele criava CNPJs em nome de "laranjas", geralmente jovens de baixa renda, residentes fora de Mato Grosso, para servirem de fachada. Os CNPJs eram usados para registrar sites de e-commerce falsos, de diferentes segmentos como brinquedos, roupas e roupas masculinas, entre outros.
Os sites eram impulsionados com anúncios patrocinados nas plataformas digitais. Em um dos casos, os criminosos clonaram o site da loja de uma marca famosa no ramo de cosméticos para enganar clientes.
Vítimas de diversos lugares do país, identificadas no inquérito, compravam os produtos, pagavam via Pix ou cartão, mas nunca recebiam as mercadorias. Os sites acumulavam diversas reclamações no "Reclame Aqui".