Com o aumento na demanda por profissionais das áreas de saúde e agropecuária, a Faculdade Anhanguera Rondonópolis decidiu lançar no município os cursos de Medicina Veterinária, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Os alunos e a comunidade local também terão acesso às clínicas-escola, que além de auxiliar na formação, oferecem atendimento de saúde e de consultoria jurídica à população, gratuitamente ou com custo social.
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De acordo com a diretora da unidade, Ana Paula Lucena, foi identificada uma demanda crescente por profissionais qualificados tanto no setor agropecuário, quanto na área da saúde humana.
“Nosso objetivo é ampliar o acesso à formação em áreas estratégicas e acompanhar o ritmo de crescimento de Rondonópolis e das cidades do entorno”, afirmou.
Segundo o site de empregos Indeed, o salário-base médio de um médico veterinário em Mato Grosso é de cerca de R$ 5,5 mil, mas pode chegar a R$ 9 mil, por exemplo, em algumas regiões do estado. A média salarial do fonoaudiólogo é parecida, cerca de R$ 5,7 mil, podendo chegar a R$ 8,2 mil em Rondonópolis. Já o salário-base médio do terapeuta ocupacional é de cerca de R$ 10,3 mil em Mato Grosso, podendo chegar a R$ 14,2 mil.
No caso da Medicina Veterinária, Ana Paula Lucena destacou que Rondonópolis é uma região que necessita de muitos profissionais da área.
“A economia local depende fortemente do agronegócio e isso exige profissionais preparados para atuar desde o bem-estar animal até a vigilância sanitária. É um curso totalmente alinhado ao perfil econômico da região”, ressaltou.
Já com relação aos cursos de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, a diretora da Anhanguera Rondonópolis pontuou que são áreas em plena expansão na saúde. Rondonópolis, sendo a terceira maior cidade do estado, com mais de 240 mil habitantes, também tem uma demanda por estas profissões.
"No Brasil, ainda há poucos profissionais disponíveis para atender toda a demanda em hospitais, escolas, clínicas e serviços de reabilitação. A Fonoaudiologia conta com pouco mais de 55 mil profissionais registrados, segundo dados de maio de 2024 do Conselho Federal de Fonoaudiologia, número inferior ao ideal. No caso da Terapia Ocupacional, o país tem cerca de 18 mil profissionais, quantidade considerada insuficiente para atender às recomendações da Organização Mundial da Saúde. Esses cursos fortalecem nossa estrutura na área da saúde e colaboram para ampliar a oferta de serviços essenciais à população", disse Lucena.
Os estudantes terão acesso às clínicas-escola, que ficam dentro da própria unidade e oferecem assistência acessível à população. Atualmente, são cinco estruturas principais em Rondonópolis: clínica de fisioterapia; odontologia; nutrição; psicologia; e Núcleo de Práticas Jurídicas (NUPRAJU).
“As clínicas-escola permitem que o aluno vivencie a prática profissional desde o início do curso e, ao mesmo tempo, garante que a comunidade receba atendimentos acessíveis e de qualidade”, complementou a diretora.
Ana Paula Lucena reforçou que os novos cursos fortalecem o compromisso da instituição com o desenvolvimento local.
“Queremos formar profissionais conectados às necessidades da região, capazes de gerar impacto social e econômico. A ampliação da nossa oferta acadêmica e das atividades práticas demonstra nossa dedicação em caminhar junto com Rondonópolis”, concluiu.