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Sábado, 07 de fevereiro de 2026

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Estudantes da Escola Indígena Pasapkareej participam pela primeira vez do Enem

Foto: Assessoria | Seduc-MT

Estudantes da Escola Indígena Pasapkareej participam pela primeira vez do Enem
A Escola Estadual Indígena Pasapkareej, localizada na Aldeia Taquaral, da etnia Cinta Larga, na Terra Indígena Aripuanã, registrou em 2025 a primeira participação de estudantes da comunidade no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O episódio marcou uma mudança no acesso da aldeia a processos formais de avaliação e seleção para o ensino superior.


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A mobilização teve início em 2024, quando a coordenação pedagógica da escola constatou, durante o período de inscrições, que nenhum estudante havia realizado cadastro para o exame. A informação foi repassada à Diretoria Regional de Educação (DRE) do Polo Juína, responsável por 10 municípios, incluindo Aripuanã. A partir dessa constatação, a equipe identificou entraves que envolviam falta de documentação básica, desconhecimento sobre programas como Sisu e ProUni, custos de deslocamento e limitações logísticas.

Com a orientação da DRE, a gestão da Pasapkareej estabeleceu como meta garantir ao menos um inscrito para o Enem de 2025. A proposta levou a uma mobilização interna que envolveu professores, a equipe gestora e lideranças da aldeia.

Foram organizadas rodas de estudo para alunos do ensino fundamental e médio, incluindo atividades de familiarização com o formato da prova. Também ocorreram mutirões para regularização de documentos, criação de e-mails, solicitação de isenção da taxa e apoio durante o processo de inscrição. A escola preparou kits com alimentos e bebidas para o dia do exame, visando atender às necessidades básicas dos participantes.

As professoras Andreia, Osiane, Janete, Rosângela e Gleicyelli acompanharam os estudantes Deivid, Elisson, Gilmersom, Graciela, Isadora, Rainik e Neison em todas as etapas, desde a preparação até o deslocamento para a prova. O transporte foi organizado pelo cacique David Cinta Larga em conjunto com a diretora Beatriz Cinta Larga, garantindo chegada dentro do horário previsto.

Para as lideranças locais, o episódio representa um novo cenário para a comunidade. “A primeira participação da nossa escola no Enem não é apenas um dado estatístico, mas um marco concreto. Representa o início de uma jornada que une fortalecimento cultural, autonomia e acesso a oportunidades”, afirmou o cacique David Cinta Larga.
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