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Mauro destaca que áreas produtivas registraram 0,18 foco de incêndio por km² e cobra planejamento federal em terras indígenas

02 Dez 2025 - 16:23

Da Redação - Rafael Machado / Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Mauro destaca que áreas produtivas registraram 0,18 foco de incêndio por km² e cobra planejamento federal em terras indígenas
O governador Mauro Mendes (União) destacou que dados consolidados do combate às queimadas em 2025 mostram que as áreas produtivas de Mato Grosso registraram apenas 0,18 focos de incêndio para cada quilômetro quadrado, índice considerado extremamente baixo.


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“Os dados que foram mostrados justificam um número que áreas produtivas é que geram ou que poderiam gerar esse tipo de incêndio. Está demonstrado claramente que é 0,18 foco de incêndio para cada quilômetro quadrado em área produtiva”, afirmou.

Ele ressaltou que os números desmentem a tese de que as regiões agrícolas seriam as principais responsáveis pelas queimadas. Pelo contrário, dados apontam que mais da metade dos incêndios registrados em 2024, cerca de 51%, ocorreu em terras indígenas e áreas federais, mesmo representando pouco mais de 20% do território mato-grossense.

Mauro voltou a cobrar maior atuação da União. Segundo ele, áreas como parques nacionais, reservas indígenas e assentamentos federais possuem uma taxa de incêndios “muito maior”, o que sobrecarrega o trabalho realizado pelo Estado.

“É uma boa resposta a uma pergunta, mas para ser feita pelo governo federal. As áreas federais, reservas indígenas e assentamentos federais têm obrigação imediata deles”, criticou.

“O governo do Mato Grosso tem colaborado, é nosso dever colaborar, mas isso mostra que tem que existir um planejamento para que haja uma melhor resposta quando esses incidentes aconteçam”, completou.

O governador explicou que o Estado intensificou investimentos em prevenção e resposta rápida às queimadas, estratégia que já havia proporcionado, neste ano, a maior redução de incêndios da série histórica, com queda de aproximadamente 78% em relação a 2024. Parte desse resultado se deve à parceria com o setor privado, que ampliou a capacidade operacional das equipes.

Segundo Mauro, mais de 4 mil agentes privados foram treinados como brigadistas, em parceria entre empresas e governo.

“Isso diminui muito o custo dessa ação e aumenta muito o tempo de resposta, já que em centenas e milhares de propriedades estão pessoas treinadas, qualificadas e preparadas para atuar, principalmente quando um incêndio tem o seu início”, observou.
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