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Domingo, 07 de dezembro de 2025

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Saiba quem é o detento que liderava esquema de golpes do "falso médico" e repassava lucros para facção

Foto: Reprodução

Saiba quem é o detento que liderava esquema de golpes do
Ewerton Figueiredo de Moura, de 35 anos, atualmente preso na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, em Rondonópolis, foi alvo da “Operação Cura Ficta” nesta terça-feira (2). Ele é apontado como mentor e líder da quadrilha que aplicava golpes na modalidade “falso médico”.


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De acordo com apuração da reportagem, os golpes começaram a ser aplicados no início deste ano. O grupo cobrava valores que variavam de R$ 2,8 mil a R$ 15 mil por cada suposto procedimento. Contra Ewerton, foi cumprido um mandado de prisão pelos crimes de integração a organização criminosa e estelionato na modalidade de fraude eletrônica.

Mesmo preso, ele coordenava ligações e toda a logística do golpe. Em sua cela, durante investigações anteriores, já haviam sido apreendidos cadernos com anotações dos roteiros utilizados (“scripts”), dados bancários e números de telefone.

A investigação apontou que parte dos lucros obtidos às custas do sofrimento de famílias com parentes hospitalizados era destinada ao financiamento de uma facção criminosa com forte atuação em Mato Grosso.

Para aplicar os golpes, os criminosos telefonavam para as vítimas se passando por médicos ou diretores clínicos, usando nomes falsos e fotos retiradas da internet. De posse de dados privilegiados, informavam um suposto agravamento no quadro de saúde do paciente — como leucemia ou infecções bacterianas graves — e exigiam pagamentos urgentes via Pix para exames ou medicamentos que, supostamente, não eram cobertos pelo plano de saúde.

Engenharia financeira e tecnológica

As investigações revelaram uma rede complexa de lavagem de dinheiro e ocultação de identidade. Além da base em Mato Grosso, o grupo possuía ramificações em outros estados. Em Guaratiba (RJ), foram identificados dois operadores responsáveis por fornecer e movimentar contas bancárias usadas para receber os valores extorquidos, atuando em sincronia com os contatos telefônicos feitos de dentro do presídio.

Um dos alvos, residente em Rondonópolis, chamou atenção por possuir 121 chaves Pix cadastradas em seu CPF — um volume considerado extremamente atípico e que indica uso profissional de contas para pulverizar o dinheiro ilícito.

Também foi identificado o uso de emuladores de Android em computadores para simular múltiplos celulares, permitindo que um único criminoso administrasse diversas contas de WhatsApp e aplicativos bancários ao mesmo tempo, dificultando o rastreio pelas autoridades.
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