O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que o enfrentamento ao crime organizado não depende de criação de novas leis, como prisão perpétua (defendida por muitos políticos da direita), mas do fortalecimento e do controle do sistema carcerário.
Segundo o parlamentar, o Estado precisa retomar o comando das penitenciárias. “As nossas penitenciárias estão sendo tomadas pelo crime organizado. É o mínimo que o Estado deve fazer: controlar o sistema carcerário”, disse.
Pré-candidato ao governo, Fagundes criticou propostas de endurecimento penal, afirmando que soluções simples não resolvem problemas complexos. “Segurança se faz com respeito ao policial e com informação das famílias. Não adianta ficar falando em mais leis, em implantar prisão perpétua, essas coisas loucas”, declarou.
Ele defendeu ainda a valorização dos profissionais da segurança e investimentos em estrutura e armamentos como parte de uma ação coordenada contra o avanço das facções. O senador também apontou que a concentração de renda contribui para o aumento da criminalidade.
Fagundes afirmou que a pauta da segurança deve ser central no debate eleitoral de 2026, especialmente em regiões de fronteira. “Segurança é o que a população mais nos cobra, inclusive na faixa de fronteira, na região Oeste”, disse.
O parlamentar também destacou políticas de prevenção, defendendo educação infantil em tempo integral e formação profissional para jovens como forma de afastá-los da criminalidade.
As declarações ocorreram após o governo do Estado apresentar, na semana passada, um balanço do Programa Tolerância Zero. No relatório, houve redução dos índices de homicídio, roubo e furto, mas o governo lamentou o aumento, pelo segundo ano consecutivo, dos casos de feminicídio: 51 neste ano, ante 47 no ano passado.
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