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Domingo, 07 de dezembro de 2025

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DE R$ 700 A R$ 20 MIL

Permissionários denunciam ‘aluguel inviável’ no novo Mercado Municipal e pedem ajuda da Câmara

Foto: Secom/Prefeitura de Cuiabá

Permissionários denunciam ‘aluguel inviável’ no novo Mercado Municipal e pedem ajuda da Câmara
O presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Miguel Sutil, Sebastião Freitas de Paula, afirmou na Câmara de Cuiabá que a CS Mobi, concessionária responsável pela revitalização do Mercado Municipal, está cobrando valores “inviáveis” para o retorno dos antigos comerciantes.


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Segundo ele, o metro quadrado estaria sendo ofertado a R$ 110, além de condomínio “em torno de R$ 90 por metro” e taxa de premiação.

“Eu tinha um espaço de 100 metros quadrados e pagava R$ 700 de aluguel. Agora, pelas contas deles, esse mesmo espaço custaria cerca de R$ 20 mil por mês. É impossível para qualquer permissionário”, disse.

Sebastião afirma ainda que a empresa deu prazo até 5 de dezembro para que os comerciantes decidam se permanecerão no local. Para ele, a concessionária “não tem interesse que voltemos” e estaria tentando “nos excluir” por meio de preços elevados.

Ele também lembrou que, antes da obra, foi prometido que os permissionários teriam prioridade e condições diferenciadas.

“Nas audiências sempre disseram que seríamos priorizados. Não é isso que está acontecendo”, declarou.

Vereadores prometem intervenção

O vereador Dilemário Alencar (União), que integrou a CPI da CS Mobi, classificou a cobrança como insustentável.

“O permissionário pagava R$ 700. Agora falam em R$ 20 mil? Isso inviabiliza qualquer retorno”, ressaltou.
Ele afirmou que vai marcar uma reunião com o prefeito Abilio Brunini (PL) e com a agência fiscalizadora para tentar um entendimento.

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) lembrou que no relatório da CPI consta que os permissionários precisam ser priorizados. Ela defendeu a revisão das condições propostas pela concessionária e a suspensão do prazo imposto.

“O mercado nem está pronto. Não existe justificativa para pressa. Eles precisam de segurança para voltar. Sempre defendemos algo gradual, com possibilidade de isenção inicial. Os permissionários não podem ser tratados como qualquer outro comerciante”, disse.
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