A Câmara de Cuiabá aprovou, nesta terça-feira (2), uma moção de repúdio ao ministro Alexandre de Moraes por ter convertido em preventiva a prisão de Jair Bolsonaro - um gesto apresentado na semana passada, antes mesmo de o ex-presidente iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses. Enquanto a cidade enfrenta demandas concretas de saúde, mobilidade e orçamento, o plenário preferiu gastar tempo e energia com um ato simbólico sobre um caso que foge completamente às atribuições de vereadores. O autor, Rafael Ranalli (PL), repetiu críticas já conhecidas ao STF e levantou questionamentos sobre a suposta desproporcionalidade da decisão, mesmo após Bolsonaro ter violado a tornozeleira e começado a cumprir pena. A moção também critica o entendimento de risco de fuga e retoma comparações com o período em que Lula esteve preso. Com 14 votos favoráveis, a Câmara reforça um padrão de priorizar pautas nacionais e disputas ideológicas, deixando em segundo plano a fiscalização e os problemas imediatos de Cuiabá - justamente as funções para as quais os vereadores foram eleitos.
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