O Tribunal de Contas (TCE-MT) vai instalar, no dia 10 de dezembro, uma mesa técnica para discutir a defasagem nos valores pagos pelo Estado em obras de pavimentação. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (1º) pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, após solicitação do Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sincop), que aponta diferenças de até R$ 2,5 milhão por quilômetro em comparação com estados vizinhos, como Rondônia.
Leia também
Abilio rebate Mauro e diz que culpa de invasão no Contorno Leste é do governador e de Emanuel
Segundo Sérgio Ricardo, a situação exige resposta imediata. “É tão grave e tão urgente que já marcamos a mesa técnica. Essas empresas são as grandes construtoras que fazem o desenvolvimento de Mato Grosso, geram emprego e pagam impostos, mas estão quebrando”, afirmou.
A mesa reunirá representantes do Governo do Estado, Assembleia Legislativa e setor da construção pesada. O objetivo é construir consenso para uma possível equiparação dos valores. “Tenho certeza de que o Governo tem boa vontade. Vamos contribuir, porque talvez muita gente que deveria saber disso ainda não sabe”, completou o presidente do TCE.
O presidente do Sincop, José Alexandre Schutze, disse que todas as empresas do segmento devem fechar 2024 no vermelho. “Cem por cento das empresas estão em dificuldade financeira por causa dos preços praticados. Fecha o ano, faz o balanço, e o resultado é negativo”, afirmou. Ele destacou que a categoria busca apenas uma tabela de preços justa. “O Estado tem milhares de quilômetros de rodovias graças ao nosso trabalho. Esses empresários não podem encerrar o ano com saldo negativo.”
Também participaram da reunião os deputados Carlos Avalone, Sebastião Rezende e Valmir Moretto, além do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar.