Esquecendo as rusgas políticas, o deputado Júlio Campos (União) saiu em defesa da gestão Flávia Moretti (PL) e classificou como “precipitado” o pedido do Tribunal de Contas (TCE-MT) para que o Governo de Mato Grosso intervenha no Departamento de Água e Esgoto (DAE), em Várzea Grande.
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O parlamentar afirmou que a fala do presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo, surpreendeu porque a intervenção colocaria sobre o Estado uma responsabilidade que, constitucionalmente, é municipal.
Júlio ainda pontuou que há um esforço por parte de Flávia no sentido de repassar a autarquia para a iniciativa privada. “Tanto é que ela contratou uma fundação de São Paulo, que está terminando os estudos de viabilidade de resolver o problema do DAE e do abastecimento de água e esgoto de Várzea Grande. Então, acho que foi um pouco precipitado”, disse.
O TCE-MT encaminhou, no dia 26 de novembro, um pedido para que o Ministério Público Estadual acione a Justiça a fim de viabilizar a intervenção e solucionar o problema histórico de falta de abastecimento de água na cidade – o mesmo que ocorreu com a intervenção na Saúde de Cuiabá, em 2023.
Sobre o requerimento, o governador Mauro Mendes (União) afirmou que os prefeitos devem assumir suas atribuições, sem transferir seus problemas à gestão estadual.
Júlio defendeu o diálogo entre o Estado, TCE-MT e prefeitura, antes de qualquer decisão judicial. “O presidente Sérgio Ricardo acompanha pari passu o dia a dia do orçamento do Estado, das atividades administrativas de Mato Grosso. Acredito que o governo não vai querer assumir essa responsabilidade”, pontuou.