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Júlio alerta para ‘decadência’ do União Brasil caso partido não tenha candidato próprio ao governo

18 Jan 2026 - 16:35

Da Redação - Rafael Machado / Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Olhar Direto

Júlio alerta para ‘decadência’ do União Brasil caso partido não tenha candidato próprio ao governo
O deputado estadual Júlio Campos afirmou que o União Brasil corre o risco de entrar em decadência em Mato Grosso caso não lance uma candidatura própria ao governo nas eleições de 2026.


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A declaração ocorre em meio às disputas internas sobre o rumo que o partido deve tomar, diante da defesa de alas que pregam apoio ao projeto do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo Júlio, ainda não há data definida para uma reunião que trate formalmente do cenário eleitoral, apesar de sinalizações do governador Mauro Mendes de que o tema deve ser discutido ainda neste mês.

“Não, seria bom que tivesse. Eu só posso falar pela União Brasil, né? Agora é a União Progressista, parece que já foi oficializada a federação mas, mesmo assim, nós estamos, assim, querendo uma reunião local e depois também queremos, vamos um grupo de políticos, deputados, prefeitos, vereadores, bancada federal, vamos ao diretório nacional da União Brasil ou da União Progressista, como queira ser o nome”, declarou.

De acordo com Júlio, a consulta ao comando nacional terá um questionamento central sobre a estratégia eleitoral do partido em Mato Grosso.

“Fazer uma consulta só, interessa para o partido nosso ter um candidato próprio a governador ou já vai entregar de bandeja para um outro partido do governo Mato Grosso?”, afirmou.

O deputado foi enfático ao alertar para as consequências de uma eventual decisão contrária à candidatura própria.

“Se o diretório nacional dizer, não, realmente, nós não queremos candidato, então, você vai ver as consequências. A nossa bancada federal vai ser reduzida, a nossa bancada estadual vai ser reduzida e o partido vai entrar e decadência”, afirmou.

Júlio acrescentou que o risco de esvaziamento aumenta com a proximidade da janela partidária.

“Porque a março vem a janela partidária e vai sair muita gente com outros passando novos rumos, porque ficar num partido que não quer disputar a eleição não adianta”, completou.

Internamente, o deputado defende que o União tenha um nome próprio para a disputa majoritária e já manifestou apoio à candidatura do senador Jayme Campos (União), seu irmão. No entanto, um grupo ligado ao presidente estadual do partido, o governador Mauro Mendes, defende que a legenda apoie o projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás.
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