O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), afirmou que comunicou ainda no meio de 2024 à direção nacional do PSB sua decisão de deixar o partido. Segundo ele, o posicionamento foi apresentado de forma direta ao comando da sigla, com a definição de que sua saída ocorreria em março de 2026, durante a janela partidária.
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De acordo com o deputado, a conversa com a executiva nacional ocorreu entre os meses de junho e julho do ano passado, quando formalizou o pedido de desfiliação. Na ocasião, Max relatou que ouviu do presidente nacional que o partido não costuma liberar filiados, mas manteve a decisão.
“Eu fui em junho, julho do ano passado conversar com o presidente nacional do PSB. Comuniquei da minha saída, pedi autorização para desfiar. Ele entendeu, disse que eu poderia mudar de ideia, que o partido não costuma liberar, e eu falei: tá ótimo, vou esperar. Em março eu vou sair”, afirmou.
Durante o diálogo, Max contou que foi questionado sobre possíveis nomes para assumir o comando do PSB em Mato Grosso após sua saída. Segundo ele, foram citadas lideranças conhecidas do cenário político estadual, entre elas o ex-governador Pedro Taques, que acabou assumindo a direção da sigla no estado.
“Falei o nome do ex-prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio, falei o nome do Allan Kardec e falei o nome do Pedro Taques. Qualquer um desses nomes pode ter interesse em assumir o partido, mas eu deixei claro: eu estou saindo”, disse.
O deputado também destacou que, após a eleição do diretório estadual, já não integrou a nova composição partidária. Mesmo assim, relatou que voltou a ser procurado pela cúpula nacional do PSB no final do ano, quando foi questionado se ainda haveria possibilidade de permanência na legenda.
“No final do ano, o presidente nacional, o ex-presidente e o João Campos me ligaram perguntando se eu não ia ficar mesmo. Eu disse que já tinha compromisso com o Podemos, que iria para o Podemos”, comentou.