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Sábado, 07 de fevereiro de 2026

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'era um lance para o VAR'

Após polêmica contra o Mixto, técnico do Cuiabá defende VAR no Estadual e rechaça conclusões precipitadas

Foto: AssCom Dourado

Após polêmica contra o Mixto, técnico do Cuiabá defende VAR no Estadual e rechaça conclusões precipitadas
Após o polêmico empate sem gols no clássico entre Cuiabá e Mixto, ocorrido neste domingo (18) no Dutrinha, o técnico auriverde Eduardo Barros afirmou a necessidade de o Mato-grossense investir no VAR, e classificou as definições de erro de arbitragem ou favorecimento do Dourado como “construção de fatos sem uma imagem conclusiva”. O lance derradeiro, envolvendo a defesa de João Carlos em cima da linha após finalização de Dionathã, dominou o pós-jogo e pautou a entrevista do mister.


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Barros avaliou que o melhor momento do Cuiabá foi no início do segundo tempo, quando a equipe empurrou o Mixto para trás, criou chances e teve presença ofensiva. Segundo ele, contudo, a queda de rendimento a partir dos 30 minutos veio com a perda de entrosamento após as substituições e decisões equivocadas de jogo.

No entanto, o foco da coletiva recaiu sobre o lance capital da partida. O treinador foi categórico ao afirmar que, sem uma imagem clara, não se pode apontar o gol como fato consumado. Destacou ainda que o próprio João Carlos, protagonista da jogada, garante que a bola não entrou, e criticou a inversão de versões que, segundo ele, acabam colocando federação e arbitragem sob suspeita sem base técnica. Os Alvinegros acusam João Carlos de ter confessado que a bola entrou e, segundo imagens divulgadas, carimbam que o gol foi indevidamente invalidado pela arbitragem.
 
Ao comentar a atuação do trio de arbitragem, Barros saiu em defesa dos árbitros e classificou a condução do jogo como boa, ressaltando que o clássico foi disputado com propostas claras de futebol por ambas as equipes. Para o treinador, o problema central não foi a arbitragem, mas a ausência de uma ferramenta que encerrasse a discussão: o VAR. Ele ponderou que, mesmo em competições nacionais, o recurso ainda enfrenta limitações, mas reforçou que o lance no Dutrinha era típico de revisão por vídeo. “Sem VAR e sem câmera conclusiva, apontar de forma definitiva fica ruim”, resumiu.
 
Questionado sobre a adoção do árbitro de vídeo no Campeonato Mato-grossense, Barros foi ainda mais enfático. Defendeu que esta seria a temporada ideal para a implementação da tecnologia, diante do maior número de clubes do estado envolvidos em competições nacionais e de um calendário mais longo. Para ele, o VAR qualifica o campeonato, protege a arbitragem e reduz conflitos como o que marcou o fim do clássico.
A insatisfação dos torcedores do Tigre da Vargas foi direcionada principalmente à arbitragem, que passou a ser cobrada de forma mais intensa logo após o encerramento do jogo.

Com o aumento da aglomeração e dos protestos, o policiamento presente no estádio interveio utilizando gás de pimenta e bombas de efeito moral para dispersar o público. Durante a ação policial, o presidente do Mixto Ítalo Freitas e o presidente do SAF Dorileo Leal acabaram atingidos por gás de pimenta. Crianças e idosos também foram prejudicados.

O lance polêmico aconteceu já no finalzinho do confronto e daria a vitória para o Mixto. Dionathã recebeu na área e finalizou de primeira. João Carlos defendeu a bola em cima da linha e os jogadores e comissão Alvinegra passaram a apontar que a bola teria entrado, o que não foi validado pela arbitragem.
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