Apesar de reconhecer avanço no percentual da Revisão Geral Anual (RGA), a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FEESP-MT), Carmem Machado, afirmou que o reajuste de 5,40% está longe de atender às expectativas da categoria.
Leia também
Após pressão, Mauro cede e aumenta percentual da RGA dos servidores para 5,40%
O índice resulta da soma dos 4,26% da inflação com um acréscimo de 1,14% concedido pelo governador Mauro Mendes (União) após negociação com deputados estaduais.
Segundo Carmem, o entendimento construído nesta semana representa um passo importante no diálogo institucional, especialmente pelo fato de as lideranças sindicais terem sido ouvidas no Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa, algo que, conforme destacou, não ocorria havia anos.
“Não é o que nós queríamos, obviamente, mas é um caminho e a gente vai continuar na luta porque isso não é nenhum acordo, isso tem que ficar muito claro”, afirmou.
A presidente da federação ressaltou que o principal ponto de insatisfação dos servidores segue sendo o passivo acumulado de reajustes não concedidos em anos anteriores, que se aproxima de 20%. Para ela, o percentual aprovado não recompõe de forma significativa as perdas salariais.
“Não, satisfeito a gente não está nunca, até porque nós temos um passivo de quase 20%, então 5,40% não é significativo”, disse.
Mesmo com as críticas, Carmem avaliou que houve um avanço, ainda que mínimo, e defendeu a necessidade de manter o diálogo aberto. Ela explicou que, diante do novo cenário, o indicativo de greve foi cancelado e que, neste momento, os servidores optaram por se recolher para avaliar os próximos passos.
“E nesse primeiro momento agora, que é o momento de avaliação de todo esse movimento, o que a gente vai fazer agora é realmente se recolher, se reorganizar no sentido de encontrar diretrizes capazes de realmente suprir essa necessidade tão primente, uma necessidade tão gritante com relação aos direitos dos servidores públicos de Mato Grosso”, comentou.