O deputado estadual Carlos Avalone (PSDB), presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), afirmou em entrevista à Rádio Cultura que os líderes sindicais reconheceram a ALMT como a entidade guardiã no conflito da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, um embate que envolveu deputados, servidores e o governo Mauro Mendes (UNIÃO).
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O governo Mauro, inicialmente irredutível em conceder um índice superior a 4,26%, cedeu à pressão e elevou a proposta para 5,40%, apesar de ter afirmado anteriormente que não recuaria um milímetro. Esse novo índice foi aprovado por unanimidade em sessão extraordinária no final tarde de quarta-feira (21), após um dia de intensas negociações envolvendo deputados da base, da oposição e sindicalistas.
Avallone afirmou que chegou a ficar preocupado com a reação dos deputados de oposição após a reunião no Palácio Paiaguás que selou o índice em 5,40%, especialmente a de Lúdio Cabral (PT). O petista havia atuado como intermediador das conversas com os sindicatos e defendia uma RGA maior que os 4,26% propostos inicialmente.
Para a surpresa do tucano, o deputado Lúdio Cabral aceitou a proposta de 5,40% logo de início, sem criar resistência ou tumulto.
“Eu pessoalmente fiquei preocupado em ver como que a oposição, no caso o Lúdio, a Janaína [Riva-MDB], o [Valadir] Barranco [PT], como que eles iam receber isso. Mas aí foi uma surpresa extremamente agradável - não é uma surpresa porque a gente conhece o íntimo do Lúdio, pode ser um cara duro -, ético, responsável e tal, o Barranco também, e ele foi muito bacana. Foi fantástica a forma como foi conduzido”.
“Num primeiro momento a plateia toda lá, a tribuna toda lá, o plenário todo lá estava muito revoltado, vai ser só 1%, 0,5%. E nós fomos todos lá para a presidência, numa reunião com os líderes sindicais, todos os líderes, tinha uns 10 deputados, mais ou menos, e aí tivemos uma conversa e os depoimentos dos sindicalistas também foram muito bacanas em reconhecer a Assembleia como tendo sido a guardiã desse embate, de ter enfrentado o debate, primeiramente a oposição de uma forma forte, rígida, e depois a base que se uniu e disse, ‘não, nós queremos também um ganho e estamos unidos a esse ganho’”, relatou o parlamentar.