O governador Mauro Mendes (UNIÃO) afirmou nesta segunda-feira (2) ter sido surpreendido pela filiação de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, ao PSD. A entrada de Caiado no partido do ministro Carlos Favaro ocorreu na semana passada, após o político enfrentar atritos e resistências dentro do União Brasil, sua antiga legenda, relacionadas à confirmação de sua possível candidatura à Presidência.
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“Eu fui surpreendido, como talvez muitos brasileiros. Conheço as suas boas intenções em ser candidato. Ele escolheu um novo caminho e isso tem que ser respeitado”, declarou nesta segunda-feira em entrevista na Assembleia Legislativa.
Segundo Mendes, a ida de Caiado para o PSD visa a construção de um projeto político em conjunto com os governadores Ratinho Jr., do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Estes três são postulantes à vaga de candidato da direita, e a definição de um deles deve alterar a configuração política atual, comentou o chefe do Palácio Paiaguás.
“Eles vão construir um projeto, parece que ao final vai sair um para ser o candidato do partido. Isso mexe no tabuleiro político, de alguma forma, mas eu vejo com naturalidade”, completou.
“E tenho certeza, e desejo a ele toda boa sorte no mundo, porque ele tem uma carreira, como poucos têm nesse Brasil, em termos de condução ímpar. Uma condução ilibada, e acima de tudo, uma condução muito coerente com aquilo que ele fala e com aquilo que ele faz”, finalizou.
Em 2022, Mauro Mendes apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a presidência da república, que indicou seu filho, Flávio Bolsonaro, senador pelo PL no Rio de Janeiro, para concorrer ao cargo neste ano.
No momento, a direita vive um impasse com uma "explosão" de candidaturas presidenciais, mas sem um nome definido. Além de Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite, Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, aparecem como postulantes ao cargo.
Embora a decisão de Bolsonaro de apoiar Flávio tenha desanimado outros candidatos, estes não desistiram. A estratégia, dizem eles, é manter as candidaturas, e quem avançar para o segundo turno terá o apoio dos demais. Atualmente, as pesquisas indicam o presidente Lula (PT) liderando as intenções de voto tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno.